Ciosp: polícia elucida latrocínio contra comerciante

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Fávio, Márcio e Claudiano são apontados pela polícia
Na manhã desta segunda-feira, 19, a Polícia Civil em Sergipe esclareceu detalhes de um dos crimes de maior repercussão no Estado nos últimos meses. Há seis meses, o assassinato do comerciante Eraldo de Jesus ganhou destaque nacional porque a vítima foi assassinada horas antes de ligar para o Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) e não ter seu pedido de ajuda atendido.

O superintendente da Polícia Civil sergipana, João Batista, lembrou que o crime demorou a ser esclarecido porque foram necessários rigor e cuidado na apuração de todos os fatos que cercavam o crime, que aconteceu na porta do estabelecimento comercial da vítima, em janeiro deste ano.

Os acusados foram identificados como Claudiano de Lima, de 25 anos, vulgo “Keko” – que já cumpriu pena por tentativa de homicídio, registrada no município de Areia Branca, e porte ilegal de arma de fogo, na cidade de Nossa Senhora do Socorro; Márcio Santos Victor, de 32 anos, conhecido como

A polícia detalhou o crime
“Cascatinha” – que já foi preso por conta de um homicídio registrado em Aracaju e porte de arma de fogo, na cidade de Nossa Senhora do Socorro; e Flávio dos Santos, de 30 anos, vulgo “Carboreto”, que já foi pres, também pelo crime de porte ilegal de arma de fogo, em Nossa Senhora do Socorro.

Investigação

De acordo com o delegado Cristiano Barreto, logo no início das investigações estava claro que o crime teria sido praticado por pessoas que teriam alguma ligação com a vítima. “Essas pessoas sabiam o horário que o dinheiro seria arrecadado e tinham certeza da grande movimentação que estava sendo feita pela vítima. Montamos o caminho que foi utilizado pelos executores, fizemos um histórico e um perfil dessas pessoas até que

Delegado Cristiano Barreto diz que dois confessaram o crime
chegamos à autoria”, salienta o delegado, que menciona que no momento em que a vítima, Eraldo, ligou para o Ciosp, os suspeitos não eram os três que cometeram o latrocínio.

“Descartamos essa suspeita porque a ligação feita pelo comerciante aconteceu às 7 horas e o crime aconteceu ao meio dia. Essa ligação foi feita porque o Eraldo foi alertado por um comerciante que estava passeando pela vizinhança com seu neto e notou uma movimentação suspeita. Mas essas pessoas que cometeram o crime não ficaram de campana, até porque eles já sabiam da movimentação. Foi uma ação rápida, o trio chegou e logo a ação foi feita”, esclarece o delegado Cristiano.

Para a polícia Márcio efetuou os disparos
Participação

Para a polícia, Claudiano de Lima é o homem apontado como sendo o que entrou no estabelecimento da vítima e pediu um refrigerante na tentativa de despistar os comparsas que estavam do lado de fora. Márcio Santos Victor teria abordado a vítima e efetuado os disparos. Já Flávio dos Santos estava na rua e deu fuga de moto para os acusados que, após cometerem o latrocínio, saíram na garupa da moto.

“Foi até difícil de acreditar inicialmente que os três homens saíram em um moto, mas foi exatamente isso que aconteceu. Logo após o latrocínio eles saíram em fuga em uma moto derrubando dinheiro pelas ruas”, menciona Cristiano Barreto, enfatizando que várias testemunhas presenciaram o fato e que horas após o crime os acusados se encontraram e repartiram o dinheiro, uma quantia entre R$12 e R$15 mil, para cada participante do latrocínio, em uma casa no conjunto Jardim.

Claudiano foi reconhecido através de um álbum de família
Álibis

O superintendente João Batista explicou que quando o sobrinho da viúva da vítima foi detido no município de Areia Branca, por uma tentativa de homicídio em 15 de junho, a polícia já investigava a participação dele no latrocínio. “O irmão da vítima reconheceu Claudiano através de um álbum de família e antes até mesmo da polícia representar a prisão temporária, ele foi detido”, disse.

Cristiano Barreto enfatiza que o depoimento de Claudiano foi gravado e que ele confessou a participação no latrocínio, apontando Flávio e Márcio como sendo os homens que estavam com o acusado no dia do crime. O delegado conta ainda que Flávio é genro da viúva da vítima.

A polícia diz que apenas Claudiano e Márcio confessaram o crime e que Flávio alega que não

Flávio é apontado como o homem que deu fuga
poderia ter participado do latrocínio porque estava impossibilitado de se locomover, pois tinha realizado uma cirurgia em dezembro de 2009. Uma tese que para a polícia não foi sustentada.

“Essa cirurgia não impediu que o Flávio participasse do crime. Inclusive quatro dias após o latrocínio, o próprio Flávio foi até a feira das trocas vender a moto utilizada na fuga por R$4.400. Mas ele foi reconhecido através de testemunhas que o apontaram como sendo o homem que estava na moto para dar fuga”, conta o delegado, ressaltando que o trio atuava em outros crimes.

“Em outubro de 2009, os três homens foram flagrados pela polícia no conjunto Marcos Freire e presos por porte ilegal de armas de fogo, mas depois foram soltos”, pontua o delegado, que afirma que após o crime o trio passou a adquirir vários bens como carro, casa, comércio e até um posto de lavagem.

Familiares

Familiares dizem que acusados são inocentes (Fotos: Portal Infonet)
Ao final da coletiva, familiares do trio apontado como sendo responsável pelo latrocínio estavam na porta da Academia de  Polícia Civil (Acadepol), na tentativa de encontrar os homens, mas eles não foram apresentados porque segundo a polícia já foram transferidos para o Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copecam), em São Cristóvão. Muito nervosas as mulheres juram inocência dos acusados.

 

Por Kátia Susanna

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