Funcionários da Energisa reclamam de demissões

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Trabalhadores ligados ao sindicato realizaram protesto nesta quarta (Fotos: Portal Infonet)
Os trabalhadores da Energisa realizaram uma manifestação na manhã desta quarta-feira, 11, na porta da empresa para reclamar do grande número de demissões ocorridas nos últimos dias. Eles pedem que a organização tenha maior sensibilidade, pois alguns funcionários têm mais de 20 anos de trabalho. Em 2010, cerca de 50 funcionários foram demitidos. A Energisa diz que apesar das demissões, foram contratados 102 novos empregados.

Segundo Waldek Feitosa Ramos, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Energisa (Sinergia), as demissões estão acontecendo sem nenhum tipo de advertência ou suspensão. “O que está acontecendo para fazermos essas reivindicações são essas demissões em massa. De repente na última quinta-feira [5], quinze pessoas foram demitidas. Nos últimos quinze dias, foram cerca de 25 trabalhadores e no ano, esse número chega a muito mais”, explica.

Waldek diz que muitos gerentes tratam mal os funcionários
De acordo com o diretor, em um dos casos um funcionário foi demitido enquanto realizava um serviço em Nossa Senhora das Dores. “Lá no interior ele recebeu o avis do que seria demitido, retiraram o seu crachá e o veículo da empresa. Ele teve de voltar para Aracaju por conta própria”, acusa.

A assessoria de Comunicação da Energisa informou que em 2010 foram demitidos 50 funcionários. Em contrapartida, nesse mesmo período foram contratados 102 novos colaboradores. “É um processo natural de renovação da força de trabalho da empresa, não é a primeira vez e creio que não será a última este ano. A empresa vem fazendo isso sempre que julgar necessário. Nós temos metas, temos objetivos e geralmente o colaborador que não se enquadra no perfil ou que não esteja desempenhando bem a sua atividade será substituído”, explica o assessor Augusto Aranha.

Aranha disse que as demissões são um processo natural da empresa
Com relação ao caso denunciado pelo diretor do sindicato, Augusto Aranha informou que não é o procedimento correto. “Eu não posso confirmar isso agora, mas poderemos apurar se realmente aconteceu. Esse não é o procedimento da empresa, normalmente o colaborador é chamado ao setor de recursos humanos, é avisado, são feitos os exames de praxe pela delegacia do trabalho, e só então ele é desligado da empresa”, finaliza.

Por Bruno Antunes

 

 

 

 

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