Homem mata ex-companheira com golpes de faca

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Esta faca foi encontrada ao lado do corpo (Fotos: Cássia Santana/Portal Infonet)

Mais uma mulher é assassinada pelo ex-companheiro em Sergipe. Na noite desta terça-feira, 20, Mônica da Silva Vieira, 27, foi violentada e morta com golpes de faca tipo peixeira na própria residência, no povoado Félix, em Itaporanga D´Ajuda, uma pequena comunidade localizada a 13 km da sede do município de Salgado.

O ex-companheiro, identificado como Dielson Vieira, figura como principal suspeito. Eles não conviviam mais. Mas na noite da terça-feira, foi visto naquela residência, conversando com a vítima. “Ninguém tem dúvida: foi ele”, constatam os vizinhos. Ele fugiu e ainda não foi localizado pela polícia.

Pelos rastros de sangue na casa, suspeita-se que a vítima começou a ser agredida no quarto. O colchão sobre a cama, as paredes e os lençóis estavam banhados de sangue. Acredita-se que Mônica tentou fugiu, mas caiu em outro compartimento: na cozinha, onde foi constatado o óbito.

Os filhos, todos com idade entre seis e dez anos, estavam em casa. Os dois mais novos estavam dormindo, mas o início da briga e as primeiras agressões foram assistidas pela filha mais velha. A garota saiu de casa desesperada e buscou ajuda, entre os vizinhos, com a recomendação: “não deixem minha mãe morrer”.

Local onde as agressões teriam sido iniciadas

Uma senhora, que prefere o anonimato, foi a primeira a chegar ao cenário do crime, uma humilde casa bem próxima à casa da testemunha chave. “Quando cheguei lá, ela já estava morta”, revelou a moradora. As crianças foram retiradas da residência e levadas para a casa da avó paterna, onde permanecem, no povoado Carlos Torres. “Ela não sabe ainda que minha filha morreu”, relatou a trabalhadora rural Josefa Aparecida Ferreira de Souza, que reside no povoado Carlos Torres, localidade bem próxima.

Aparecida não é a mãe biológica, mas se apresenta como adotiva da garota assassinada. “Era meu tesouro”, relata. “Ela não queria mais conviver com ele. Dizia que não dava mais certo porque havia muita briga. Ele tinha muito ciúme dela, sem motivo. Ela trabalhava em Aracaju tomando conta de dois idosos e nos fins de semana trabalhava no parque. Coitada, nem tinha tempo”, desabafa.

Morosidade

Policiais passam a madrugada e a manhã preservando cenáro do crime

Os policiais militares foram acionados pouco antes da meia-noite permaneceram no local toda a manhã preservando o cenário do crime. A perícia foi feita, mas o corpo permaneceu no local durante toda a madrugada e a manhã desta quarta-feira, 21. Devido à greve dos policiais civis e da Operação Padrão na Coordenadoria Geral de Perícias (Corgep), a equipe do IML só seguiu para fazer a remoção do corpo já no final desta manhã e até o momento não retornou.

A morosidade para recolher o corpo deixou a comunidade revoltada. “Gente, isso não pode acontecer. É muito sofrimento pra todo mundo”, desabafou dona Aparecida. Os policiais militares de plantão não tiveram condições de prestar atendimento a outras ocorrências. “Fomos chamados para atender a uma invasão a domicílio no povoado Gravatá, mas não tivemos condições de ir”, revela o sargento Marcos Madureira, da 1ª Companhia do 1º Batalhão da PM. “Esta greve tá atrapalhando até o nosso trabalho”, observa.

Por Cássia Santana

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