Homens levam cerca de R$ 40 mil de Ponto Banese

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Ponto Banese fica localizado no prédio da Jucese à Rua Propriá, Centro
A tranquilidade e audácia de dois assaltantes deixaram várias pessoas perplexas na manhã desta quarta-feira, 24. Os dois chegaram ao Ponto Banese localizado na Junta Comercial de Sergipe (Jucese), por volta das 8h. Um entrou e o outro ficou na porta como se fossem resolver alguma coisa. O que entrou, tomou a arma do segurança e colocou na cabeça do funcionário do banco, anunciou o assalto e levou um malote contendo cerca de R$ 40 mil. Depois, saíram andando normalmente, como se nada tivesse acontecido. Policiais [de helicóptero] continuam em busca da dupla.

Marina Pereira [nome fictício], que trabalha há 12 anos na Jucese, relata o desespero ao ser abordada por um dos assaltantes. “Assim que cheguei ao

 Funcionária da Jucese fala da tranquilidade dos assaltantes
trabalho, fui logo pagar minha conta de energia. Para minha surpresa, quando fui entrando no banco, vi um homem em minha direção. Nem era idoso, nem jovem.

Ele viu o dinheiro na minha mão junto com a fatura e perguntou quanto eu tinha. Quando falei dos R$ 70 ele respondeu ser pouco e que era para eu guardar, entrar e ficar quieta, pois se tratava de um assalto. Tomou a arma do guardinha que fica na porta e colocou a arma na cabeça de Valdir [nome fictício] que é caixa do Banese. Pegou o malote com R$ 40 mil e saiu tranquilamente com o colega”, conta a funcionária que preferiu manter a identidade em sigilo.

Demora

Funcionários do banco preferiram o silêncio
A funcionária da Junta Comercial disse ainda que os dois homens usavam óculos escuros e que um deles tinha uma arma na cintura. Segundo ela, no momento do assalto mais três pessoas estavam no Ponto Banese, uma delas, com uma criança no colo. “O susto foi grande. Até agora estou tremendo, mas o que mais me chamou a atenção além da tranqüilidade dos caras, foi a demora da polícia. Passaram mais de 20 minutos para chegar aqui. Os assaltantes já estavam longe”, lamenta.

Calados

Os servidores do Banese e o segurança não quiseram falar sobre o assalto. Pela porta de vidro, apenas acenavam que não iam se pronunciar. Os clientes que chegavam iam sendo informados do assalto pelo pessoal da Jucese e até mesmo pela imprensa.

Por Aldaci de Souza

 

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