Índice elevado de efluentes pode ter causado mortandade de peixes

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Índice elevado de efluentes pode ter causado mortandade de peixes (Foto: Adema)

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) divulgou nesta sexta-feira, 3, o laudo realizado na barragem do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), localizada no município de Nossa Senhora da Glória, sertão sergipano. Segundo o órgão ambiental, uma das causas para a mortandade de peixes pode estar ligada ao índice de efluentes acima do estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

O diretor-presidente do órgão ambiental, Gilvan Dias, detalhou os procedimentos que nortearam a investigação. “Nossa primeira ação foi identificar as causas da falta de oxigênio no açude e, paralelo à essa atividade, identificar possíveis emissários de efluentes e principalmente emissários clandestinos. Por meio do nosso laboratório, fizemos a análise da água coletada em vários pontos do Açude Velho do Açude Público do DNOCS, bem como de empresas nas adjacências, a fim de elucidar as possíveis áreas e concentrações do alto índice de demanda bioquímica de oxigênio”, explicou.

Dias esclareceu que a resposta das análises correspondeu ao que era imaginado. “Através das Resolução 357/2005, o Conama estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. Dos seis resultados, quatro se refere aos pontos coletados nos Açudes Velho e no Açude do DNOCS, e apresentaram índices em desacordo, com os parâmetros determinados pelo Conama, sendo que a estação de tratamento de efluentes, encontra-se com o índice de 80,1% de eficiência, quando o permitido pelo Conselho é de 60%, o que nos faz crer que o percentual acima foi o fator que ocasionou a morte dos alevinos”, avaliou.

O Diretor-presidente ressalta ainda que a Adema dará continuidade aos trabalhos. “Tivemos o apoio da Prefeitura Municipal de Nossa Senhora da Glória, do Corpo de Bombeiros, das Defesas Civis Estadual e Municipal e ainda de populares para realizar a limpeza da área para a retirada dos peixes mortos e material orgânico. O órgão ambiental continuará o monitoramento e ao fim da apuração dos fatos tomará as providências que o caso requer”, frisou.

por João Paulo Schneider 

Com informações da Adema

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