Invasores deixam Clube dos Servidores com promessa de moradia

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Maria Vitória (de capacete à esquerda): “Deus vai fazer alguma coisa por nós” 
Diante da promessa do Governo do Estado de que receberão moradia, os ocupantes do Clube dos Servidores desarmaram os barracos e iniciaram uma saída pacífica do local na manhã desta quarta-feira, 7. “Pensamos muito nos idosos, nas crianças e nos deficientes e resolvemos não resistir”, declarou Maria Vitória. Ela juntamente com mais de 250 famílias ocupavam o terreno do clube desativado há quase três meses.

“Não sei dizer o que esperar de agora para frente. Nesse tempo que a gente ficou aqui foi bom porque a gente conseguiu viver em paz. Tivemos água, comida, menos luz, porque luz é luxo, mas esse não é um local apropriado para se viver”, afirmou Rosa dos Santos que vivia só no barraco que foi desmontado
Rosa dos Santos olha seu barraco desmontado e pensa na recosntrução
hoje e que será reconstruído em um terreno cedido pelo Governo no Santa Maria.

No local será montado um acampamento provisório com as famílias que compõem agora um cadastro para recebimento de moradia. Não há tempo previsto para eles saírem de lá, “a secretária Ana Lúcia prometeu que seria o mais rápido possível”, disse José Ramos. Segundo a responsável pela pasta da Secretaria de Inclusão e  Desenvolvimento Social, assim que o governador Marcelo Déda voltar da Europa irão sentar e definir o planejamento da construção de moradias para os cadastrados. 

Ana Lúcia acompanhou a desocupação
“Esse ano eles continuarão acampados mas para o orçamento de 2008 já está prevista a construção dessas casas. Fizemos um cadastramento que ao todo tem quase 250 famílias e está confirmada a necessidade desse pessoal”, declarou acrescentando que “esta é uma demanda social que iremos resolver”. 

O capitão Marcos Carvalho, que compõe o Gabinete de Gerenciamento de Crises e Conflitos, fez diversas visitas à invasão nos últimos 20 dias para tentar uma solução para o cumprimento da liminar de desocupação expedida pelo Ministério Público Estadual. “Como em toda negociação, eles colocaram quais eram os pontos de reivindicação e conseguimos chegar a
Jovens e crianças ajudam a carregar os barracos desmontados
um meio termo, que seria a retirada pacífica e a conquista de um local para eles ficarem”. 

Um ônibus e três caminhões ajudaram os sem teto a removerem os pertences e as tábuas e materiais que serviram para a reconstrução dos barracos. Não foi preciso a presença de policiais da tropa de choque como estava previsto. “Achamos que num primeiro momento eles poderiam resistir mas diante da passividade que ele mostraram não foi preciso a presença da Choque”, informou capitão Marco. A preocupação agora é reforçar a segurança no terreno para onde eles estão sendo levados para que “aventureiros” não se infiltrem entre os sem teto cadastrados, a fim de receberam moradia.

Por Carlas Sousa

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