João Alves concede coletiva e fala sobre greve do magistério

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A polêmica da greve dos professores da rede estadual de ensino continua em Sergipe. Depois de o assunto ter sido veiculado em um telejornal nacional, o governador do Estado concedeu na manhã de hoje, dia 24, uma coletiva que reuniu imprensa e alguns professores do Estado. Na oportunidade, João Alves fez questão de apresentar dados da sua gestão em relação ao magistério. “Todos os programas da Secretaria do Estado da Educação envolvem recursos que somam R$ 25 milhões. Em 2003, o Estado concedeu espontaneamente a retirada do redutor salarial, a progressão vertical, a titulação e a execução de concurso público”, enfatizou. De acordo com o governador, dos cinco itens que os professores reivindicam na greve, apenas um ainda não foi atendido. Trata-se do reajuste salarial. “O Estado está em crise. Temos limitações financeiras terríveis. Mesmo assim, eu digo e comprovo: um professor do município de Carira está ganhando mais que um professor da Universidade Federal de Sergipe”, afirmou João Alves. O governador criticou a posição do magistério de permanecer com a paralisação. “Com certeza essa não é uma greve somente pelo reajuste salarial. É uma greve política. Está claro que Iran [presidente do Sintese] é candidato e está se aproveitando da situação para manobrar a classe dos professores”, disse. Ainda segundo o governador, a greve deveria ser o último instrumento da categoria, mas a greve começou no último dia 12 de abril e o salário-base seria discutido no dia 1º de maio. A novidade apresentada na coletiva foi o anúncio de que todos os professores da rede estadual que recebem menos de R$ 600,00, se voltarem às aulas amanhã, terão a autorização do governo para que sejam pagos os dias cortados de ponto. Contudo, todas as aulas devem ser repostas. João Alves adianta também que a partir de agora, o secretário José Alves é a pessoa apta a responder quaisquer questionamentos a respeito do assunto, recebendo comissões de professores e estando aberto às negociações. O governador se reúne ainda hoje, às 16 horas, com o Conselho Arquidiocesano de Leigos e Leigas de Aracaju – Conal – e os quatro bispos do Estado. A reunião, que acontece no Palácio Augusto Franco, deve discutir o impasse com os professores da rede pública estadual.

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