João Eloy determina interdição de prédio da 3ª DM

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O secretário da Segurança Pública, João Eloy de Menezes, interditou nesta segunda-feira, dia 26, a carceragem da 3ª Delegacia Metropolitana, situada na rua do Carmo. A medida é o primeiro passo para a interdição completa da atual sede da 3ª DM, de onde seis presos fugiram neste domingo, após serrarem as grades. Policiais transferiram, por volta das 16h30, 21 presos que estavam cumprindo pena no interior das celas da unidade policial.

A tendência é que, ainda esta semana, a Superintendência da Polícia Civil anuncie onde deverá funcionar a nova sede da 3ª DM, na zona norte de Aracaju. Dois foragidos já foram recapturados depois da fuga, que já não acontecia há quase um ano. Apesar da interdição da carceragem, o serviço de cartório e atendimento ao público prossegue até que seja definido um novo local. “A idéia é desativar este prédio o mais breve possível. Já estamos no processo de escolha de um novo local que acomode da melhor forma possível os serviços de uma delegacia”, explicou o corregedor da Polícia Civil, Carlos Frederico Muricy.

A operação de transferência dos detentos contou com um efetivo de mais de 25 policiais civis do Grupo Especial de Rondas e Blitz (Gerb), da Coordenadoria das Delegacias da Capital (Copcal) e da 3ª DM, que tiveram o apoio de policiais militares do Batalhão de Choque. Foram transferidos 21 custodiados, incluindo os dois que foram recapturados. Eles serão distribuídos nas carceragens da 2ª, 5ª, 8ª e 9ª Delegacias Metropolitanas, além do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP).

“Anteriormente a esta operação de transferência foi feito pela coordenadoria de Polícia Civil da capital um levantamento das unidades policiais com melhores condições de custodiar os presos”, finalizou Muricy.

A construção do Centro Integrado em Segurança Pública (Cisp), na Avenida Visconde de Maracaju, deverá ser retomado nos próximos dias. Após demolição do antigo prédio da 3ª Delegacia Metropolitana, a construtora que venceu a licitação para a construção da obra começou os trabalhos, no entanto, conforme faculta a Lei específica que trata das licitações e contratos públicos, a empresa desistiu de continuar com os trabalhos, uma segunda empresa foi convocada, mas não aceitou o chamamento da Secretaria de Estado da Infra-estrutura (Seinfra).

Por conta disso, um novo processo para licitação foi iniciado, passo-a-passo. Após toda a análise e procedimentos necessários, uma nova construtora foi escolhida e vai recomeçar os trabalhos, aguardando apenas análise da Procuradoria Geral do Estado (PGE). O planejamento é entregar o prédio onde atuarão policiais civis e militares no menor período possível de tempo. 

Fonte: SSP

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