Moradores do Jabotiana fazem ato contra obra na Lagoa Doce

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Manifestantes usaram faixas de protesto nos semáforos da avenida Tancredo Neves. (Foto: Flávio Marcell)

Moradores do bairro Jabotiana, em Aracaju, realizaram um protesto na manhã desta sexta-feira, 19, no cruzamentos entre a avenida Tancredo Neves e a rua João do Ouro. Esta foi a segunda manifestação em três dias protagonizada pela população que reside no conjunto Santa Lúcia e trouxe como pauta o pedido de paralisação da construção de uma estação de tratamento na região da Lagoa Doce, além  de soluções para as enchentes na localidade.

Os manifestantes alegam que a obra é irregular e que se trata de um aterramento na lagoa, o que, futuramente, poderá gerar inundações ainda maiores na comunidade, além de ser considerado um crime ambiental. “Nosso objetivo foi o de expor os reais motivos que potencializam as enchentes no Bairro Jabotiana e mobilizar a população a construir a luta contra a enchente, a fim de buscar coletivamente uma solução definitiva para os problemas das enchentes”, explica o organizador do ato, Flávio Marcell.

Moradores protestam por ações contra as enchentes no Jabotiana. (Foto: Flávio Marcell)

Durante o ato, os moradores se posicionaram em frente aos semáforos da rua João do Ouro e da avenida Tancredo Neves e estenderam faixas com palavras de ordem contra a obra, cuja responsabilidade é da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso).

A companhia, por sua vez, informa que não há proibição da obra e que possui todas as licenças ambientais necessárias para o seu funcionamento. “Se houver alguma notificação e os órgãos competentes se manifestarem através desta,  a Deso se pronunciará por meio do seu setor jurídico.”, informa o assessor de comunicação da Deso, Flávio Vieira.

Em outro protesto realizado na terça-feira, 16, quando a Prefeitura de Aracaju anunciava obras na comunidade, o governador de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD), chegou a afirmar que não havia irregularidade na obra e colocou em cheque as declarações dos manifestantes. “Se alguém me provar que a obra na lagoa [doce] é um problema, eu determino que a Deso paralise a obra. Mas até agora o que temos são informações do corpo técnico de que não há problema”, discursou.

por Daniel Rezende

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