MPE verifica situação de abandono de familias no Lamarão

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Aproximadamente 40 pessoas estão vivendo em condições precárias na invasão Salina São Marcos, no bairro Lamarão em Aracaju. Os barracos improvisados no terreno baldio não tem espaço para cozinha, nem para banheiro e as crianças estão expostas à mosquitos e perigos de doenças. As promotoras do Ministério Público Estadual (MPE), Euza Missano e Cristina Brandi, foram essa manhã, dia 21, ao local para verificar a situação.

“O que está acontecendo é uma situação de vivência subumana”, falou abismada a promotora Euza. A maioria dos adultos não trabalha formalmente e alegam não conseguir emprego quando falam onde moram. Muitas das crianças também não estão na escola e estão cheias de feridas e picadas de muriçocas.

Luzinete Batista vive na invasão com oito filhos
Os moradores dizem que em 2006 a Prefeitura de Aracaju já foi ao local e prometeu construir casas para a retirada. No entanto, até hoje nada foi feito. Na segunda-feira, 24, representantes dos moradores da invasão estarão no MPE junto com membros da Secretaria Municipal de Assistência Social para discutir que medidas podem ser tomadas.

“Vamos tentar fazer com que a Prefeitura providencie um local para botar essas famílias” disse a promotora Cristina Brandi. No entanto, a solução do problema não se mostra simples. Um cadastro de moradores existentes aponta para 204 famílias no local. Porém só dez moram efetivamente na invasão. “Os outros estão em apartamentos alugados e vem aqui de vez em quando para manter o cadastro e conseguir uma casa”, diz o morador Jorge Messias dos Santos.

O morador Jorge Messias conversa com as promotoras
Ele mesmo está no local para tentar uma casa para os dois filhos que estão desempregados. Já a dona de casa, Luzinete Jesus Batista, mãe de oito filhos, está há nove meses morando num barraco improvisado com o marido. Uma das únicas fontes de renda é o bolsa-família, no qual é cadastrada. “Antigamente a prefeitura mandava umas cestas básicas, mas agora nem isso”, comenta.

O Ministério Público pretende contabilizar quantas famílias realmente moram no local e assim exigir ações da prefeitura. A audiência com os moradores e a prefeitura será na segunda-feira, 24, às 9h na sede do MPE.

Veja como foi a visita do MPE


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