Para Ana Lúcia convocação não é urgente

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Dez projetos foram encaminhados para a Assembléia Legislativa de Sergipe. Nenhum urgente. Essa é a avaliação da deputada estadual Ana Lúcia, PT, em relação à convocação extraordinária da Assembléia Legislativa. Apesar disso, todos os parlamentares receberão o equivalente a duas vezes seus salários apenas para comparecerem às sessões.

 

Cerca de R$ 27 mil será gasto com cada deputado. Para Ana Lúcia, os dez projetos encaminhados pelo Governo do Estado e um do Poder Judiciário ferem o sentido de convocação extraordinária, que só pode ser realizada em caráter de urgência. Ademais, a parlamentar disse que não chegou a receber todos os projetos em seu gabinete.

 

“Em uma primeira análise, percebemos que eles geram muito mais despesas, criando mais cargos de comissão, dando prejuízos ao Estado”, disse ela. De acordo com o governador João Alves Filho, os projetos servem justamente para o contrário: desafogar o Estado e liberar recursos.

Um dos projetos trata da Parceria Público Privada em Sergipe. A deputada explicou que o projeto não pode ser votado, uma vez que ainda não foi aprovado no Congresso Nacional: “É um absurdo. Sou contra os projetos dos governos Federal e Estadual. Eles põem em risco o patrimônio público e reduz o papel e as funções do Estado”.

Outro projeto discute a fusão do Instituto Parreiras Horta com o Hemose: “Pelo projeto o governo extingue 20 cargos, mas cria 32 outros novos cargos”, o que, na avaliação da deputada, não possibilita a economia, mas seria um projeto de fachada. “A mesma ação foi feita quando o Governo do Estado funde o ITPS com a FAP/SE, onde se extinguem 22 cargos, mas se criam 46 outros novos cargos”, completa.

 

Um terceiro projeto trata da retirada das diretorias administrativa e financeira das Secretarias de Comunicação e da Articulação com os Municípios, concentrando-as na Secretaria de Coordenação Política, comandada pelo irmão da senadora Maria do Carmo.

 

Outros projetos, segundo a deputada, ferem os direitos do cidadão sergipano, pois a maioria deles esconde a criação de cargos de comissão por trás de uma aparente economia, sem elucidar que cargos serão criados em substituição.

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