Ribeirópolis: perita detalha ações para identificar corpo

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Dr.ª Suzana Maciel em atuação pelo IML Sergipe. (Foto: Arquivo pessoal)

O Instituto Médico Legal (IML) permanece investigando a identificação e as causas da morte de um corpo encontrado em estado avançado de decomposição no município de Ribeirópolis durante o último mês. Familiares de Evandro Menezes da Silva, desaparecido desde julho, acreditam que o corpo seja do seu parente, mas a equipe de antropologia forense do IML explicou ao Portal Infonet que as etapas de identificação ainda devem durar, no mínimo, mais duas semanas.

A perita em antropologia forense, Suzana Maciel, detalhou que a participação familiar no processo possui relevância, mas que os procedimentos devem ser seguidos com cautela para que haja uma comprovação exata da identificação. “É importante que a família venha dizer que viu roupas ou achou dentes parecidos, porque a partir daí nós trabalhamos com a possibilidade do corpo ser daquele indivíduo. Porém, tudo que fazemos necessita de comprovação e esta só vem com métodos técnicos e científicos”, ressalta Suzana.

Evandro Menezes: desaparecido desde o mês de julho (Foto: Arquivo da Família)

A declaração da perita ocorre uma semana após o irmão de Evandro Menezes afirmar, em matéria do Portal Infonet, que, se dependesse dele, o corpo seria liberado para sepultamento imediatamente. “Eles não fizeram ainda [a averiguação] mas eu sei que é ele. Reconheci pelos dentes, que eram quebrados, e as roupas e sandálias.”, indicou Sérgio Menezes.

Segundo Suzana, a informação não é suficiente diante da complexidade de procedimentos adotadas pela equipe. “Desde o sábado, quando o corpo chegou, tentamos coletar a sua digital, mas não conseguimos. Passado esse primeiro estágio, ele foi encaminhado para a odontologia, onde entrevistamos a família e coletamos todos os dados, pedimos fotografias mostrando sorriso, questionamos se o indivíduo já foi ao dentista ou se fez radiografia alguma vez, pois há casos em que o prontuário facilita o reconhecimento. Nesse caso a solicitação foi feita e a família não obteve sucesso”, detalha a perita.

Conforme a perita, o cadáver permanecerá na antropologia por um período de aproximadamente duas semanas e, caso não haja a identificação, será encaminhado para a realização de um exame de DNA, o qual ocorre em outro estado e é classificado como de alto custo. “Estamos em contato direto com a provável família e o corpo está na antropologia sendo preparado para análise, onde vamos reduzi-lo ao esqueleto. Nesse processo ele deve ficar no líquido, em águas fervidas. É algo que não acontece da noite pro dia”, conclui.

por Daniel Rezende

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