Petroleiros devem entrar em greve

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(Foto: Arquivo)
Encerra-se nesta terça-feira, 29, o calendário de assembléias do Sindicato dos Petroleiros de Sergipe (Sindipetro) para definir as pautas de reivindicações e a possível paralisação da categoria, agendada para a primeira quinzena de outubro. Segundo Toeta, um dos diretores do Sindipetro, a greve é quase certa, uma vez que esta está sendo a opção da grande maioria.

Entre as 126 cláusulas que compõem a pauta de reivindicações dos petroleiros, estão o reajuste salarial, tendo como base o maior índice utilizado para o reajuste dos salários; mais gratificação de produtividade; tabela única de salários para todos os trabalhadores; Participação de Lucros e Resultados (PLR) máxima de 25%, dentre outras.

“Mesmo com crise mundial, a Petrobras teve uma de suas maiores lucratividades no último semestre. Ela  banca 70% do PAC, e é hoje a bola da vez, dentro desse processo de criação do pré-sal. Agora nós queremos nossa parte”, diz Toeta.

Segundo ele, a Petrobras demorou para apresentar as contrapropostas para a campanha salarial da categoria. “Nossa pauta foi entregue e protocolada no dia 07 de agosto, e, quase 60 dias depois, a Petrobras ainda não respondeu às nossas reivindicações”, disse Toeta, garantindo que a greve acontecerá independente das contrapropostas apresentadas pela estatal.

“Iniciaremos com uma paralisação de 24h, que pode se estender a 48h ou por tempo indeterminado. Isso vai acontecer, por vontade de maioria, na primeira quinzena de outubro, em data ainda a ser definida”, informa o sindicalista.

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