Polícia Unida realiza nova assembleia e reivindica reajuste de 20%

O Movimento Polícia Unida continua em negociação com o Governo do Estado. Na tarde desta quinta-feira, 24, as categorias realizaram uma Assembleia-Geral Unificada e rejeitaram o reajuste de 5% anunciado pelo governador Belivaldo Chagas. Em seguida, as lideranças se reuniram com a cúpula da Secretaria de Segurança Pública (SSP/SE) e reivindicaram um novo percentual de reajuste, desta vez, de 20%.

Durante a Assembleia-Geral, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol), Adriano Bandeira, lamentou o fato de o Estado ter apresentado – dentre os pontos reivindicados pela categoria – apenas  o reajuste.  “Enquanto liderança do Movimento Polícia Unida, não alimentamos expectativas com um governo que passou dois anos para iniciar uma negociação. Até o momento, não foi apresentado nenhuma contraproposta em relação ao adicional de periculosidade, foi apresentado apenas um dos itens, que é a reposição inflacionária no valor de 5%”, afirmou.

Após a Assembleia-Geral, as lideranças do Movimento Polícia Unida se reuniram com os secretários do Governo do Estado e a cúpula da SSP/SE.  “O governo não apresentou uma proposta de valorização salarial, apenas de redução de interstício. As lideranças do Movimento deixaram muito claro que apenas a redução não nos atende. Esperávamos que fosse oferecido um percentual de valorização, mas o governo não fez essa oferta e nos provocou a fazer uma nova proposta. A nossa proposta original era de 40%, mas hoje reduzimos pela metade, para 20%, corrigindo na tabela ou na forma do adicional de periculosidade. O governo ficou de fazer os cálculos e nos trazer uma resposta no dia 8 de março. Então, aguardamos que o governo sinalize atendendo a nossa proposta ou fazendo uma contra proposta, mas que seja digna”, explica o presidente da Adepol, Isaque Cangussu.

Entenda

Os atos do Movimento Polícia Unida ocorrem desde o início do mês de janeiro, quando foi deflagrada a “Operação Padrão”. Desde então, delegados, policiais civis e militares e bombeiros militares têm realizados assembleias e atos para reivindicar reposição inflacionária, o pagamento do adicional de periculosidade e a reestruturação da carreira.

No último dia 14 de janeiro, o Tribunal de Justiça de Sergipe considerado ilegal a “Operação Padrão”. A liminar entendia que  a greve das carreiras policiais civis do Estado de Sergipe era abusiva. Mais de um mês depois da decisão, no dia 19 de fevereiro, a Jjustiça multou em R$ 50 mil o movimento por causa da realização de um ato no Palácio dos Despachos.

Por Luana Maria e Verlane Estácio

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