Policial acusado de atirar em Sabrina está solto

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Sabrina tinha 16 anos
O 3º sargento Gilmar de Souza Oliveira, principal suspeito de ter disparado os tiros que vitimaram a adolescente Sabrina Pinheiro na cidade de Tobias Barreto, há três meses, já se encontra em liberdade. A prisão foi revogada pelo juiz do Município, Pedro Nilson de Oliveira, na última quinta-feira, 23.

Gilmar havia sido preso no dia 31 de julho, no Presídio Militar. Ele foi solto porque o homicídio da garota, antes enquadrado como doloso – quando se tem a intenção de matar – foi reenquadrado como culposo – quando não há a intenção pelo crime. Por não existir a necessidade de prisão preventiva em casos dessa natureza, o policial foi posto em liberdade.

Inquérito encaminhado

Delegado Cleones
De acordo com o delegado de Tobias Barreto, Cleones Santos Silva, o inquérito do caso foi encaminhado à Justiça ainda no mês de julho. Foram indiciados, além de Gilmar Oliveira, o pai e o adolescente que namorava a vítima. No caso do jovem, a punição é cabível pela morte da menina e pela ausência de habilitação ao dirigir.

Segundo Cleones, a partir do momento em que o processo chega à mão do juiz, os avanços se dão em três fases. “Primeiro há a denúncia por parte da Promotoria, depois, numa segunda fase, serão ouvidas as testemunhas de acusação e defesa. A partir disso, o acusado – ou os acusados – será ouvido e, por último, há o julgamento”, explica o delegado. Mas o papel do delegado acaba no momento em que os documentos são encaminhados.

Relembre o caso

A estudante Sabrina Pinheiro, 16 anos, foi morta no dia 5 de junho enquanto passeava em uma caminhonete com o namorado, também menor de idade. Uma carga no veículo chamou a atenção de policiais e fiscais de tributo, que começaram a perseguir o casal.

Com medo das consequências por dirigir sem carteira de motorista, o namorado da garota não parou o carro e os policiais atiraram contra o veículo. Um dos disparos atingiu a nuca de Sabrina. Ela foi encaminhada ao hospital da cidade de Lagarto, mas não resistiu aos ferimentos.

Por Diógenes de Souza e Glauco Vinícius

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