População do Porto Dantas se revolta contra derrubada de construções

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Moradores da invasão do Porto Dantas tentaram impedir na manhã de hoje, 11, que a Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) derrubasse várias construções existentes no local. A ordem das derrubadas partiu do Ministério Público Federal que determinou que novas obras na localidade devem ser retiradas por causa da área de preservação ambiental. A Guarda Municipal e a Polícia Militar foram chamadas para assegurar a ordem no local.

De acordo com a polícia, desde ontem, 10, a Emurb realiza a retirada somente de alicerces e muros de casas que ainda estão em construção e não estão habitadas. “Nós fomos chamados a auxiliar para que não haja tumulto no local”, disse o sub-tenente Silvestre. No entanto os moradores dizem que a Emurb tentou derrubar casas de moradores antigos, onde famílias estavam alojadas.

“Eu acordei hoje pela manhã e já estavam derrubando meu muro, sem mostrar autorização nenhuma, sem nenhum mandado” diz o morador Aloísio Ssantana dos Santos, que está no local há 15 anos. O muro da casa dele ficou completamente destruído. Para tentar barrar a escavadeira os moradores queimaram pneus e galhos no meio da rua.

Segundo o líder comunitário Valdino Gama Barreto, hoje os funcionários da Emurb não chegaram só para derrubas as obras. “Hoje eles chegaram derrubando tudo. Nossa comunidade é muito carente, e agora estamos abandonados. Um simples fiscal da Emurb vem desmanchando tudo”, falou. Os planos da comunidade agora são de se reunir e

Valdino gama, representante da comunidade
tenta pedir ajuda às autoridades competentes.

“Nós vamos tentar conversar com o juiz ou o que for para conquistar nossos direitos. Tem um monte de gente que vem aqui atrás dos direitos dos caranguejos, mas ninguém se preocupa com os nossos”, fala o morador.

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