Prédios podem desabar na Ivo do Prado

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O telhado de um dos prédios está soltando e pressionando as paredes

Prédios antigos localizados na avenida Rio Branco continuam causando transtornos aos pedestres e aos comerciantes da localidade.  Isso por conta do aumento dos riscos de desabamento, alertados há muito tempo pela Coordenadoria de Defesa Civil, mas que até agora nenhuma providência foi tomada.  O problema foi parar no Ministério Público Estadual em 2007.  A Defesa Civil informou continuar aguardando uma posição da Empresa Municipal de Obras e Urbanismo (Emurb), que espera pronunciamento do MPE.  Enquanto isso a vida das pessoas está em jogo.

O comerciante Ricardo Rodrigues, que possui um restaurante vizinho a um desses prédios abandonados, afirma que além dos riscos de desabamento, há o problema do esconderijo de marginais. “O meu estabelecimento já foi arrombado 14 vezes. Os marginais se escondem no prédio e entram nas casas comerciais no período da noite. Tive que fazer altos investimentos em segurança para conter a ação dos marginais. É um ponto de esconderijo”, reclama.

Caibros escoram estrutura
Ele disse também que a situação piora à cada dia sem que providências venham sendo tomadas. “É um problema de difícil solução porque várias pessoas estão envolvidas nisso. Parece que é coisa de herança e dizem que o que tem de contas atrasadas, já passa do valor do prédio”, afirma Ricardo que convive com o problema há dois anos.

Pedestres preocupados

A comerciária Lurdes Oliveira passa todos os dias no local para chegar até o trabalho no calçadão da rua João Pessoa.  “Eu morro de medo, pois aqui não tem outro espaço a não ser pela calçada desses prédios antigos. Agora, resolvi passar pelo ponto de ônibus, só que acabo me atrasando por conta do movimento no ponto. Quando será que as autoridades vão tomar providências?”, indaga.

Pedestres correm risco
O motorista Edvaldo Bonfim também disse estar preocupado com o problema.  “Eu não entendo como as autoridades deixam uma situação desta.  Se os donos não estão preocupados, a população está.  É preciso que se evite acidentes graves”, entende Edvaldo.

Prédio Penhorado

No Ministério Público Estadual, há informações de que o prédio da antiga “A Fonseca”, se encontra penhorado por conta de uma ação movida pela Fazenda Nacional tramitando na 4ª Vara Federal.

Na visão da Defesa Civil, a situação deste prédio é mais preocupante do que o que está escorado por caibros, pois indica risco iminente de desmoronamento total da cobertura e tombamento das paredes lateral e frontal pondo em risco a vida das pessoas que trafegam pela calçada e nos imóveis vizinhos.

Júlio Cesar, engenheiro da Defesa Civil / Foto: Arquivo Infonet
Jogo de Empurra

Segundo o engenheiro da Defesa Civil, Júlio César Silveira, parte do telhado de um dos prédios já caiu. “Eu e o engenheiro Roberto de Oliveira estivemos no local para fazer a vistoria e encaminhamos ao Ministério Público. Já alertamos à Emurb que o platibanda da antiga “A Fonseca” está prestes a cair e se cair, vai matar muita gente, porque o local é de grande fluxo de pedestres e de veículos, mas até agora nada foi feito”, lamenta Júlio César Silveira.

Na Empresa Municipal de Obras e Urbanização, a informação é de que a pedido do Ministério Público Estadual foi feita uma vistoria no local indicando para uma interdição ou ainda a demolição dos prédios cuja estrutura está comprometida. A assessoria de Comunicação da Emurb informou que por se tratar de herança, o problema não é de responsabilidade da empresa de obras, como informou a Defesa Civil. E que agora cabe ao MPE decidir o que fazer.

Na Promotoria de Justiça e Meio Ambiente do MPE, o último ofício enviado à Emurb em março deste ano, solicita providências imediatas por conta das deformações existentes no imóvel da antiga “A Fonseca”. O promotor Gilton Feitosa informou que ainda esta semana, verificará junto à Emurb como está a situação, já que foi dado prazo para colocar em prática medidas emergenciais.

Por Aldaci de Souza

 

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