Prefeitura tem 15 dias para contabilizar famílias da invasão do Lamarão

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Audiência no MPE definiu os prazos para a prefeitura
A Prefeitura de Aracaju terá 15 dias para realizar o levantamento de quantas famílias estão morando na invasão da Salina São Marcos, no bairro Lamarão. A Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Semasc) fará o levantamento, enquanto o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e a Vigilância Sanitária irão realizar relatórios e visitas à área. O objetivo é a retirada das aproximadamente 30 famílias que estão no local, vivendo em condições subumanas.

As decisões foram tomadas essa manhã em audiência no Ministério Público Estadual, que está acompanhando o caso.  No último dia 21, as promotoras Christina Brandi e Euza Missano foram ao local da invasão para verificar a situação. Encontraram famílias morando em barracos improvisados, muitas crianças fora da escola e uma total falta de saneamento básico.

A promotora Cristina Brandi mostra o mnaterial sobre a invasão
“Os relatórios produzidos vão dar a base para pedirmos a ação imediata da prefeitura na área. Além disso, no levantamento da Semasc também irão agentes de saúde e assistentes sociais para realizar o cadastramento das pessoas em programas de auxílio social, como o Bolsa Família”, disse a promotora Euza Missano.

No entanto, o líder social que coordena a invasão, Gilson Nascimento, se diz receoso quanto às ações da prefeitura. “Nós temos um cadastro de mais de 200 famílias que foram geradoras da invasão, e para quem a prefeitura prometeu casas. Eu receio que, por ser um período eleitoral, o prefeito retire somente as 30 pessoas do local e esqueça as outras famílias”, disse Gilson.

Histórico

Invasão da Salina São Marcos no Lamarão
Os moradores da invasão dizem que no dia 3 de dezembro de 2006 o prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) esteve no local e prometeu a urbanização da área e a construção de um conjunto de casas para os invasores. Porém, na audiência dessa manhã foi constatado que o projeto foi interrompido por falta de documentação sobre a propriedade do terreno.

Para tentar resolver o impasse, foi determinada uma nova audiência entre o Ministério Público Estadual, um procurador federal e um representante da Semasc. Na reunião deve-se definir as ações para que o terreno seja doado para Prefeitura.

Por Ben-Hur Correia e Paulo Rolemberg

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