Sergipe possui apenas 7% de Mata Atlântica e 20% de Caatinga

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Ainda segundo Vieira, o necessidade de pautar o reflorestamento, em especial no estado sergipano, é urgente (Foto: Portal Infonet)
O engenheiro florestal detalha a importância do projeto (Foto: Portal Infonet)

O estado de Sergipe possui apenas 7% da Mata Atlântica original e 20% da Caatinga. Essas e outras informações estão presentes no ‘Catálogo Agroecológico dos Viveiros Florestais: Plantar Para Viver’, que foi lançado na tarde desta segunda-feira, 17, no auditório da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

O catálogo é fruto de experiências realizadas nos últimos dois anos através do Projeto Rede Solidária de Mulheres de Sergipe, realizado pela Associação das Catadoras de Mangaba de Indiaroba (Ascamai), com patrocínio do Programa Petrobras Socioambiental e apoio da UFS. “Esse projeto tem sido feito com mulheres agricultoras e extrativistas de quatro municípios do estado. São eles:  Estância, Barra dos Coqueiros, Pirambu e Carmópolis, aonde a Rede implantou viveiros agroecológicos com o objetivo de discutir a preservação ambiental e a geração de renda, a partir da produção de mudas nativas da Mata Atlântica para reflorestamento”, explica o engenheiro florestal, Thiago Vieira.

O catálogo é fruto de experiências realizadas nos últimos dois anos através o Projeto Rede Solidária de Mulheres de Sergipe, realizado pela Associação das Catadoras de Mangaba de Indiaroba (Ascamai) (Foto: Pedro Alexandre)

De acordo com Thiago Vieira, o catálogo revela metodologias e algumas instruções de práticas agroecológicas. “São ações que podem ser construídas coletivamente e multiplicadas nas comunidades, com técnicas naturais e agroecológicas, utilizando saberes alternativos, dando uma resposta possível para a sustentabilidade”, afirmou. O engenheiro florestal também destacou urgência planetária para o reflorestamento de áreas desmatadas. “Ao plantarmos árvores, como sabemos, também plantamos água. Por isso, urge reflorestar matas ciliares, combater a erosão, reinserir plantas nativas em áreas degradadas. Essa é a nossa preocupação”, ressaltou Thiago Vieira.

Ainda segundo Vieira, a necessidade de pautar o reflorestamento, em especial no estado sergipano, é urgente.“O estado de Sergipe é bem desmatado. De Mata Atlântica só restou algo em torno de 7% e de Caatinga só restou 20%. O resto foi desmatado. E o que ficou está sendo ameaçado pela monocultura e empreendimentos turísticos”, destaca.

Diante dessa realidade, o projeto em questão traz esse foco de esperança para que o bioma possa ser recuperado. “O nosso desejo é preservar o que existe e recuperar o que foi perdido. Para restaurar precisa de mudas. E mudas vêm de onde? De viveiros florestais. No nosso caso, eles são comunitários. Assim, a gente também garante um importante fonte de renda”, salienta Viana.

por João Paulo Schneider e Verlane Estácio

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