Casado com o São João até que a morte os separe

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Sérgio Lima e alunos
Imagine-se casado com duas pessoas. Administrar duas casas, pagar contas em dobro, agüentar duas mulheres reclamando da hora que você chega… Só tem duas explicações: ou o homem não tem o juízo muito certo ou tem amor demais.

Sérgio Lima encaixa-se na segunda situação. Não, ele não é casado com duas mulheres, mas tem que dividir seu tempo entre duas ocupações: professor de educação física e marcador de quadrilha junina. “O trabalho é porque preciso me sustentar, a quadrilha, faço porque amo” confessou Sérgio ao Portal Infonet.

Podemos dizer que a quadrilha tornou-se, para o professor, uma espécie de amante eterna? Por que não? Afinal, já são 25 anos à frente da Forrobodó. Sérgio conta que, junto com os componentes da quadrilha, faz loucuras para custear todos os gatos que sua “amante” necessita. “A última é que estamos rifando um bode e ainda nem temos um. Até o dia 23, preciso arranjar um bode”, disse o marcador aos risos.

E parece que esse amor é contagioso. Dois alunos de atletismo, treinados por Sérgio, se apaixonaram pelo forró e também fazem loucuras por esse amor. Adrielle Ramos conta que já se inscreveu em várias competições de atletismo que o prêmio é dinheiro. Ela explica ao Portal InfoNet: “a quantia que ganho no atletismo é para investir na minha roupa da quadrilha”. Adrielle já ganhou duas competições e um total de R$ 250. Tudo foi para o vestido junino.

André Lucas, outro aluno de Sérgio, conta que esse ano foi ser marcador de quadrilha em um colégio para poder financiar a vestimenta. “Eu nunca fui marcador, mas apareceu a oportunidade. Era o dinheiro que eu precisava para comprar a roupa que iria dançar este ano”, contou ao Portal InfoNet este outro apaixonado por quadrilha.

Por Paloma Abdallah
e Silvia Lemos

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