ORSSE estréia peça de André Mehmari dedicada à sergipanidade

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Concerto marcará a história da Orquestra Sinfônica de Sergipe (Foto: Fabiana Costa)

Um concerto que marcará a história da Orquestra Sinfônica de Sergipe (ORSSE) será realizado nesta quarta-feira, 12 de outubro. Na ocasião, a orquestra sergipana fará no Teatro Tobias Barreto a estréia mundial da peça “Boa noite meus senhores”, encomendada pela ORSSE ao compositor André Mehmari. Os ingressos, vendidos a preços populares, já estão disponíveis na Bilheteria do teatro.

Mantida pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult), com patrocínio do Instituto Banese e apoio da Fundação Aperipê e Segrase, a ORSSE traz pela primeira vez a Sergipe, para um concerto inteiramente dedicado às suas composições, o músico André Mehmari. Ele abrilhantará a “Série Mangabeiras V” atuando como pianista solista com a orquestra. Mehmari executará peça inédita encomendada pela ORSSE, que faz alusão aos elementos culturais de Sergipe, em um resgate histórico de nossas tradições.

De acordo com o maestro titular e diretor artístico da ORSSE, Guilherme Mannis, a obra é inspirada em temas folclóricos sergipanos. “Tal proposta vai ao encontro do projeto da ORSSE de fomentar a produção local fortalecendo a interlocução com os movimentos culturais sergipanos e colocando o grupo no papel de destaque entre a contemporaneidade”, afirma.

Segundo o maestro, todos que compõem as ORSSE estão ansiosos para receber o artista para uma apresentação. “Poder trabalhar com Mehmari é uma honra, ele que é um dos músicos mais completos e sensíveis que nosso país já produziu. Estrear uma de suas obras, feita para Sergipe e baseada em nossas raízes é encantador”, diz Mannis. Além  de Mehmari, o concerto contará com a participação de um dos mais talentosos fagotistas da atualidade, o paulista Fabio Cury, e da romena Mariana Tudor.

Sob regência do maestro Guilherme Mannis, a ORSSE apresentará também o Concerto para Fagote, Harpa e Cordas, Um anjo Nasce, Rosa, Chrubino Piano Concerto, Concerto Chorado II – Andante e No so più cosa son.

Sobre o concerto

‘Boa Noite Meus Senhores’ é uma peça inspirada na produção folclórica de Sergipe, na qual quatro temas populares dispostos numa escrita orquestral moderna consistem na primeira obra de Mehmari baseada em temas folclóricos brasileiros.
O Concerto para Fagote, Harpa e Cordas é um pequeno concerto em três movimentos encomendado por Fábio Cury dedicado ao virtuoso do difícil instrumento. Explora as mais variadas possibilidades expressivas e técnicas do fagote, de maneira lírica e também bem humorada.

Um Anjo Nasce é uma peça árida “neobarroca”, foi escrita em 2007 e orquestrada em 2009. Funciona como uma introdução para Rosa.

Rosa é um clássico brasileiro. É a definição atemporal da alma poética brasileira pelo mestre Pixinguinha. Orquestração clássica e transparente, respeita a sinuosidade original da melodia.

Cherubino Piano Concerto foi inspirado em um material temático mozartiano proveniente de vários de suas obras, principalmente das áridas de Cherubino, de Le Nozze de Figaro.

O Concerto Chorado II

Andante faz uma homenagem à grande tradição de choro e chorões no país. È o segundo movimento do Concerto Chorado, escrito em 2007 inicialmente para a Banda Sinfônica e Piano. Aqui o choro-canção dá o tom geral.

No So Più Cosa Son é uma adaptação da séria ária de Le Nozze, cantada pelo Cherubino para o contexto de piano solista e orquestra. Essencialmente, há uma amplificação dos sentimentos descritos no texto, por meios de recurso da orquestração, dinâmica e colorido.

Sobre os convidados

André Mehmari é pianista, arranjador, compositor e multiinstrumentista. Compositor requisitado, é reconhecido tanto na área erudita quanto popular. Recebe encomendas de diversas orquestras brasileiras e internacionais, além de tocar com ícones da música popular como Milton Nascimento, Dori Caymmi e Edu Lobo. Dentre suas composições de destaque estão a música orquestral de abertura dos jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro.  Como solista participa de importantes festivais de jazz nacionais e internacionais. Assinou um contrato com o selo italiano EGEA, para gravação de discos e concertos na Europa pelos próximos anos.
                                                                                                                                    
Fábio Cury é bacharel em fagote e mestre em Artes pela Universidade de Campinas (Unicamp). Foi premiado em inúmeros concursos nacionais e internacionais, como o VIII Prêmio Eldorado de Música e o concurso para Fagotistas da Escola Superior de Teatro e Música de Hannover. Tem atuado como solista em diversas orquestras como a Sinfônica do Estado de São Paulo e a Sinfônica da Rádio e Televisão Cultura, além de lecionar nos mais importantes festivais brasileiros como o de Inverno de Campos do Jordão e o Curso Internacional de Verão de Brasília.

Marina Tudor é natural da Romênia, mas faz a diferença na música erudita em Salvador, na Bahia, onde mora. Toca harpa desde os 12 anos, quando começou a estudar em conservatórios de Bucareste, a carismática metrópole do Leste Europeu. Na Universidade Nacional de Bucareste, se formou em harpa e música de câmara, antes de integrar o Quarteto Renaissance, com apresentações regulares em Genebra e Zurique. Atualmente, Mariana faz parte da Orquestra Sinfônica da Bahia.

Fonte: Ascom Secult

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