ANP interdita três revendedores de gás em Sergipe

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Técnicos da ANP testam combustíveis (Fotos: Cássia Santana/Portal Infonet)

A Agência Nacional de Petróleo (ANP) interditou três postos de revenda de gás de cozinha (GLP) em Aracaju em decorrência de irregularidades detectadas no armazenamento do produto, que comprometem a segurança dos trabalhadores que operam na comercialização e também dos imóveis vizinhos ao estabelecimento comercial.

A interdição é fruto da Força Tarefa que está sendo realizada pela ANP desde a quarta-feira, 10, em Aracaju com a parceria da Secretaria de Estado da Fazenda, Instituto Tecnológico de Pesquisa de Sergipe (ITPS), Delegacia do Consumidor, Procon Municipal e do Ministério Público Estadual.

Até o momento foram fiscalizados 31 postos de revenda, entre os quais 21 postos de combustível e dez de gás de cozinha. De acordo com informações do coordenador de Planejamento de Fiscalização da ANP, Siderval Miranda, 50% dos postos de revenda de gás de cozinha foram autuados. E, entre os cinco notificados em decorrência das irregularidades, três não conseguiram corrigir as deficiências no momento da fiscalização e acabaram interditados.

Siderval Miranda: intensificar fiscalização do GLP 

O nome dos postos interditados não foi revelado pela equipe de fiscalização, que pretende fazer o balanço completo da Força Tarefa nesta sexta-feira, 12. Em decorrência das irregularidades detectadas, que envolvem a distância mínima entre o local de armazenamento e o limite do imóvel, a ANP intensificará a fiscalização nos postos de revenda de GLP em Sergipe. “Como é uma situação que envolve segurança, há risco envolvendo incêndio e explosão e não só os trabalhadores que realizam a atividade na revenda sofrem risco até de morte como também toda a vizinhança”, justifica o coordenador de fiscalização da ANP.

Os revendedores precisam fazer as adequações e requisitar nova fiscalização para que a atividade seja liberada pela ANP. Além da interdição cautelar, os empresários estão sujeitos a pagamento de multa e até a perda do registro para continuar na atividade, em caso de reincidência.

Padrão de excelência

Funcionário do posto também testa combustível oferecido pela Petrobras

Já nos postos de revenda de combustível, a situação é de tranquilidade. O combustível comercializado em Sergipe, segundo o coordenador de fiscalização da ANP, está com um padrão de excelência, se comparado com a média nacional. Nos 21 postos fiscalizados, não foram encontradas irregularidades. Este foi o lado positivo da operação, na ótica do coordenador Siderval Miranda. “Hoje, na gasolina, mais de 99% do combustível comercializado em Sergipe é de qualidade, fruto do trabalho da ANP e parceiros”, ressaltou.

“Os índices de Sergipe indicam que a qualidade do combustível é superior à média do Brasil”, enalteceu o coordenador, ressaltando a eficiência do órgão fiscalizador existente no Estado que exerce atividade constante para verificar também a quantidade dispensada pelos bicos nas bombas de abastecimento. “O consumidor daqui de Sergipe pode abastecer com tranquilidade e qualquer ponto fora da curva deve entrar em contato, para denunciar a suspeita”, ressaltou.

Em casos suspeitos, o consumidor pode acionar os órgãos fiscalizadores por telefone, com ligação gratuita por meio do 0800 970 0267. O consumidor deve ficar atento às próprias bombas de abastecimento, onde estão afixados equipamentos que medem a qualidade do etanol e também exigir do proprietário do posto o teste, feito no momento da requisição com uso de proveta.

Testes

Teste com proveta mede qualidade da gasolina

Nos casos dos equipamentos que medem a qualidade do etanol, a má qualidade é identificada pela aparência do combustível. “Se o indicador vermelho estiver acima do nível, o etanol não está em conformidade com as exigências”, enaltece. E na proveta, a qualidade da gasolina é testada com água, que deve ser misturada em partes iguais com o combustível. O teor de etanol na gasolina não deve ser superior a 25% e, neste teste, é de fácil identificação. Se a coloração mais clara não estiver entre 62% ou 63%, pode rejeitar o combustível e acionar a ANP. A qualidade do combustível não é aceitável se este nível estiver acima ou abaixo daquele patamar, conforme explicam os técnicos da ANP.

Os donos de postos de revenda de combustível ficaram sorridentes com a ação da ANP. "Fico muito agradecido com esta fiscalização porque confere a qualidade do combustível que a Petrobras está oferecendo ao posto", enalteceu o empresário Valmir Antonio dos Santos. No momento da fiscalização, por coincidência, o empresário estava recebendo um carregamento do combustível, que é atestado pela própria equipe do posto. "Se não tiver ok, vou logo mandar fiscalizar aquele caminhão e reclamar a Petrobras", brincou.

Por Cássia Santana

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