Catadoras de mangaba discutem sustentabilidade

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Encontro de Catadoras segue até quarta-feira
“Trabalho catando mangaba desde os meus 5 anos e temos passado por muitas dificuldades. Espero que nesse encontro, a gente receba alguma ajuda”. É com esta expectativa que a catadora Maria da Glória Garcia, de 50 anos, participa do II Encontro de Catadoras de Mangaba, que acontece nesta terça-feira, 07, e quarta-feira, 08, em Aracaju.

O evento pretende fomentar a troca de experiências e discutir os problemas das catadoras de mangaba, através de conferências, exposições, mesas-redondas e grupos de trabalho. A mangaba, como cultura natural do Nordeste, é base de sustento de mais de 5 mil famílias em situação de vulnerabilidade social, só no litoral sergipano.

Maria da Glória: catadora desde os 5 anos
“No período de novembro a abril, em diversos estados do Nordeste, a coleta da mangaba, em áreas nativas, é a única fonte de renda de milhares de pessoas. O problema é que a maior parte dessas áreas, situadas em terras alheias ou devolutas, está desaparecendo dando lugar à expansão imobiliária, criatórios de camarão, plantios de cana-de-açúcar, eucalipto e coco”, disse Raquel Fernandes, analista da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e presidente do Encontro.

Além da renda para as famílias, o extrativismo da mangaba permite a conservação da vegetação e da cultura das comunidades. A representante da Associação de Moradores do Jatobá, Noemia Ferreira, está participando do encontro para tomar conhecimento de como funciona o trabalho das catadoras. “Nós queremos nos organizar para que a catação da mangaba no Jatobá também passe a funcionar de forma organizada”, explicou ela.

O encontro é uma iniciativa da Embrapa Tabuleiro Costeiros e prossegue até quarta-feira, 08, no Hotel D’Burgues, na Orla de Atalaia.

 

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