Encontro discute Plano Safra 2005/2006 em Sergipe

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Termina hoje o 1º Coletivo de Políticas Agrícolas, que tem a finalidade de divulgar e discutir o Plano Safra 2005/2006 para a agricultura familiar, buscando mecanismos para facilitar o acesso ao crédito a agricultores a agricultoras familiares. O evento foi aberto na quinta-feira, no auditório do Centro de Treinamento do Sindicato Rural (CENTRESIR). O encontro é organizado pela  Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Sergipe (Fetase).

O governo federal, mediante reivindicações da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), liberou R$ 9 bilhões para o Plano Safra 2005/2006, como incentivo financeiro. O valor compreende o tempo do segundo semestre de 2005 e primeiro semestre de 2006, e é destinado aos agricultores familiares de todo o País. Com o auxílio do Banco do Brasil, o maior operador do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) do país, a Contag apontou como principal meta incluir novos 400 mil beneficiários nas linhas de crédito do programa.

Na região, o Banco do Nordeste é o responsável por mais de 75% dos financiamentos em investimento no programa, através do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). A instituição possui o compromisso de aplicar R$ 960 milhões em todo o Nordeste. Em Sergipe, já foram aplicados R$ 45 milhões no Pronaf, ultrapassando a meta do BNB para o ano de 2005, de R$ 42 milhões.

Segundo o gerente do Pronaf do BNB de Sergipe, Volnandy Brito, o encontro abriu espaço para uma discussão mais aprofundada do programa entre as entidades ligadas ao homem do campo. “O Pronaf foi desburocratizado esse ano, com destaque para o Pronaf B, o que permitiu maior agilidade nos financiamentos. Esse encontro é importante para nivelar os parceiros sobre as novidades do programa, como as linhas do Pronaf Jovem e Mulher, além de alavancar os números de Sergipe. Pretendemos aplicar mais de R$ 60 milhões no Estado em 2006”. 

O encontro reuniu todos os sindicatos do Estado, além de contar com a participação de entidades como a Contag, Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR), o Ministério do Desenvolvimento Agrário, Emdagro, Banco do Brasil e Banco do Nordeste.

Por Marcos Cardoso

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