Juros tem de estar em sintonia com política fiscal

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(Foto: Arquivo Portal Infonet)

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aprovou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de cortar a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, mas reforça que o ajuste na Selic tem que vir em sintonia com uma política fiscal mais austera, que possa conduzir o país a um crescimento saudável e duradouro no médio e longo prazo.

Conforme avalia o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, a redução dos juros, em um momento em que a inflação oficial acumula alta de 7,31% em 12 meses, tem de ser combinada com um ajuste no gasto público, a fim de diminuir a pressão especulativa com o capital externo e o descompasso entre oferta e demanda. “Temos visto que economias mais desenvolvidas, que por anos tiveram excesso de liquidez, não fizeram o dever de casa e hoje sofrem com déficits altíssimos, o que hoje é o grande problema do repique da crise”, disse.

Pellizzaro Junior recorda que nos últimos 12 meses, o governo federal conseguiu guardar 3,8% das suas riquezas (superávit primário) para pagar os juros da dívida pública. Ao mesmo tempo, reservou outros 5,8% do PIB (Produto Interno Bruto) ao pagamento efetivo dos juros, o que gerou um déficit público de 2% do PIB.

“Com a redução dos juros, teremos uma diminuição nesse tipo de despesa, porque hoje boa parte da nossa dívida pública ainda está indexada à taxa Selic. Com uma fatia menor indo para o pagamento dos juros, sobra mais dinheiro para investir no que é realmente necessário, como saúde, educação e infraestrutura”, explicou.

Fonte: CNDL

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