Sindpese explica reajustes frequentes no preço da gasolina

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O secretário do Sindpese, Maurício Cotrim, diz que o último reajuste é considerado acima da média (Foto: Infonet)

O preço da gasolina nos postos de Sergipe já estão atualizados conforme o reajuste anunciado pela Petrobras no último dia 4. O aumento, considerado acima da média, foi de 6% e trouxe um impacto de quase dez centavos a mais no valor cobrado pelas refinarias, como afirma o secretário executivo do Sindicato de Donos de Postos (Sindpese), Maurício Cotrim.

Maurício ressalta que não existe um preço tabelado para a gasolina, tendo em vista que os valores dos combustíveis são estabelecidos de acordo com cada estado por meio do Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). “O ICMS hoje está pautado em 29% para Sergipe. O último preço médio da gasolina, por exemplo, foi de 4,35 e o ICMS vai ser aplicado em cima desse valor”, explica o secretário.

Para esclarecer o aumento frequente nos valores e a variedade de preços encontrados nos postos de gasolina, Maurício explica que cada revendedor é livre para aplicar o reajuste de acordo com seu estoque e estrutura de preço. “Quem faz a primeira aquisição com o reajuste é a distribuidora e ela já repassa de imediato, mas o revendedor tenta ‘segurar’ o valor para poder estimular o consumo. Mas quando o estoque dele de preço antigo acaba, ele já começa a entrar numa margem muito pequena e se ele não faz o repasse mais caro ele, começa a ser prejudicado… por isso que esse repasse acontece de imediato”, diz.

Segundo o secretário Executivo, o aumento vem acontecendo desde janeiro, conforme a cotação de petróleo realizada pelo mercado internacional. “Nós temos dois fatores: o preço do petróleo do mercado internacional e a variação do dólar, que é como é cotado o valor do barril da gasolina”, afirma.

por Juliana Melo e Raquel Almeida

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