Estudantes levam Engenharias de Sergipe para competição nacional

Os 12 acadêmicos das Engenharias Elétrica, de Produção, Mecânica e Mecatrônica foram os únicos sergipanos participantes da competição nacional de aeronáutica (Foto: divulgação)

Junte estudantes, tecnologia, um professor inquieto e o resultado é o grupo de pesquisa Cabuto, que estuda e desenvolve projetos de aerodesign na Universidade Tiradentes. Os 12 acadêmicos das Engenharias Elétrica, de Produção, Mecânica e Mecatrônica foram os únicos sergipanos participantes da competição nacional de aeronáutica SAE Brasil AeroDesign, em São José dos Campos. O resultado final ainda não saiu, mas o grupo, sob supervisão do professor Igor Libertador, já analisa possibilidades para a disputa do próximo ano.

“A competição ocorreu de 1° a 4 de novembro. Estamos fazendo uma autocrítica do projeto e já pensando na próxima competição. Fomos classificados numa das categorias mais difíceis, tínhamos que criar um avião desmontável, que coubesse em uma caixa com 30 cm³. A equipe participante ainda precisava fazê-lo lançar uma carga por paraquedas, sem que ele caia ou se desestabilize, e desmontá-lo em menos de três minutos”, explicou o professor orientador do grupo, Igor Libertador.

O professor informou que o Cabuto iniciou como pesquisa com a intenção de desenvolver uma aeronave rádio controlada para participar de uma competição desenvolvida pela SAE Brasil. Em 2017, o grupo participou de uma pré-seleção, na qual enviou o projeto desenvolvido agora. “De 25 equipes, voltamos com a expectativa do 17° lugar. A cobrança de resultado é muito grande e o nível de dificuldade, também. Das 25 equipes, só quatro conseguiram entregar o projeto, concluindo a competição. As equipes que estão nos primeiros lugares são Ita, PUC, universidade com tradição, fundadoras da competição, que têm engenheiros da Embraer, com patrocínio da Boing. Então, nosso resultado foi positivo”, disse.

Competição SAE BRASIL

O programa Competição SAE BRASIL AeroDesign é um desafio lançado aos estudantes de Engenharia que tem como principal objetivo a difusão e o intercâmbio de técnicas e conhecimentos de Engenharia Aeronáutica por meio de aplicações práticas e da competição entre equipes. Ao participar do programa SAE AeroDesign, o aluno se envolve com um caso real de desenvolvimento de projeto aeronáutico, desde sua a concepção, projeto detalhado, construção e testes. As avaliações e classificação das equipes são realizadas em duas etapas: competição de projeto e competição de voo, quando os projetos são avaliados comparativamente por engenheiros da indústria aeronáutica, com base na concepção e desempenho dos projetos.

Segundo o professor, o resultado final é o menos importante diante do conhecimento agregado durante os dias de evento. “Seria muito prepotente se a gente almejasse as primeiras colocações. A experiência promovida foi muito boa. Estávamos em contato com engenheiros que desenvolvem aeronaves no Brasil e no mundo, pilotos da Força Aérea, o feedback sobre o projeto foi muito positivo. Todos elogiaram a qualidade de nosso projeto, principalmente por ser o primeiro ano que participamos”.

Mesma opinião do estudante Dario Moura, que cursa o 9° período de Engenharia de Produção. “ Meu ponto de vista não é de competição, mas de interação. Primeiro, éramos os únicos sergipanos, e a interação com as equipes nordestinas foi muito produtiva. É muito importante o apoio da universidade ao nosso projeto, porque saímos da sala e passamos a produzir e atroar conhecimento. Com certeza, voltei com mais conteúdo”, afirmou.

Ruan Valmir cursa o 10° período de Engenharia Mecatrônica e conta que o apoio da Universidade Tiradentes é fundamental para o fomento de pesquisas na área. “Tivemos vários feedbacks de engenheiros da Embraer, de profissionais que participaram de mudanças na aérea de tecnologia espacial brasileira, e é interessante que alunos e a instituição continuem abraçando nosso projeto para mostramos o potencial do Nordeste e de Sergipe”.

Parcerias

A competição rendeu convites para palestras e propostas de patrocínio ao grupo, o que, na opinião do professor orientador Igor Libertador, serve de estímulo para os integrantes.

“Não tínhamos experiência, não tínhamos o Networking que temos hoje. Teve empresa de engenharia de Sergipe que entrou em contato com a gente para saber como poderia ajudar. A escola estadual Santos Dumont nos convidou para apresentar o projeto para os estudantes. O resultado não é só o troféu, mas o reconhecimento da sociedade, a troca de conhecimento, além do crescimento dos alunos, que voltaram mais maduros”.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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