Professores de Lagarto desocupam Câmara e mantêm greve

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Categoria decidiu manter a greve atè a próxima terça-feira, 18 (Fotos: Arquivo Portal Infonet)

Professores do município de Lagarto decidiram em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira, 13, deixar o prédio da Câmara de Vereadores [ocupado desde a última terça-feira, 11] e continuar a greve iniciada há 88 dias. A categoria reivindica o pagamento do reajuste do Piso Salarial Profissional do Magistério (PSPM), de 2014 e de 2015 pela Prefeitura.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Sergipe (Sintese), entrou com mandado de segurança para tornar sem efeito a sessão tumultuada em que seria votado o projeto do Executivo,  que congela em mais de dois anos o salário dos professores e reduz as gratificações de 40% para 14%.

“Fizemos um ato de desocupação da Câmara Municipal na manhã desta quinta-feira e saímos e caminhada para a assembleia da categoria. Como na audiência que tivemos ontem,12, no Ministério Público Estadual, foi dado prazo até a próxima terça-feira, 18 para que o prefeito Lila Fraga regularize a situação, a categoria resolveu permanecer em greve até a terça”, destaca o líder do Sintese em Lagarto, Nazon Barbosa.

Nazon Barbosa: "Professores estão com os salários congelados desde 2013"

De acordo com ele, os professores de Lagarto estão sem reajuste desde 2013. “Estamos em greve reivindicando o reajuste do Piso dos Professores de 2014 [8.32%] e de 2015 [13.01%], ou seja, a categoria está com os salários congelados desde 2013”, lamenta.

Quanto ao projeto que retira garantias dos profissionais do Magistério, Nazon Barbosa garante que não foi aprovado na sessão tumultuada da última terça-feira. “Não houve a aprovação do projeto devido ao tumulto, chegaram a dizer que estava aprovado, mas nós entramos com um mandado de segurança para tornar a sessão inválida”, enfatiza.

Prefeitura

Em entrevista recente ao Portal Infonet, o secretário de Comunicação Social da Prefeitura de Lagarto, Alex Dias, informou que "Lagarto não tem condições de pagar o reajuste integral a todos os níveis, por isso apresentamos uma proposta que requer algum sacrifício dos professores dos níveis mais altos [são cinco], que deixariam de receber no momento o seu reajuste integral para que os professores do nível I possam receber o piso na totalidade. Sabemos que a proposta não é a ideal, mas a situação não só de Lagarto, mas do Estado e país está difícil”.

No último dia 7 de agosto, o Tribunal de Justiça de Sergipe concedeu por meio do desembargador Édosn Ulisses Melo, liminar decretando a ilegalidade da greve.

Por Aldaci de Souza

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