Campo de Futebol ou Comédia no Areal

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Comentário de Carlos Lopes
Sergipanos de todo o Brasil, de todos os Estados, “Sergirocas” como eu, “Sergilistas”, “Sergianos”, “Sergi” do que jeito que for, a coisa tá preta!
            O que será que se passa na cabeça dos mandatários do futebol sergipano? Será que os “Ticos e Tecos”, únicos neurônios moradores daquelas massas encefálicas, brigaram?

            Estamos em pleno outubro e, já passando por uma vacância futebolística, ou seja, com oito fins-de-semana, inteiros, sem futebol em Sergipe. Como, pergunto eu, os Clubes de Futebol Sergipanos podem sobreviver desse jeito? Dessa forma, quando é que o futebol do Estado apresentará crescimento suficiente para alcançar os outros do Nordeste? Porque seus dirigentes não enxergam essas falhas gritantes e inadmissíveis?

            Falta de inteligência? Não creio, são pessoas com vasta experiência no esporte. Mutretas e corrupção? Não acredito, os lucros aqui não são suficientes para isso. Politicagens? Não sei!

            O fato é que nem bem o Confiança teve que se desfazer de quase todo o seu plantel; o Sergipe ter dado férias aos seus jogadores e dispensado outros tantos, quinze dias antes; o Batistão entrar em reforma precocemente, quando poderia ter nos brindado com os dois jogos da Decisão do A-2; tudo isso por estarmos jejuando futebol e, os “senhores cartolas” aprovam um Campeonato de Pontos Corridos para 2005, que o Presidente do Sergipe, pai ou padrasto da idéia, alega ter sido uma mera sugestão, mas que deixará novamente, um hiato de 2 meses, sem o esporte da preferência nacional e sergipana, no período de 20 de maio, quando acaba o “Sergipão” a 31 de julho, quando começa a Série “C”, do Campeonato Brasileiro. Tá bom ou quer mais???

            Pior do que isso, só mesmo o campo, se é que se pode elogiá-lo desta forma, do Estádio José Neto, em Própria.

            Futebol? Bem que os 27 jogadores tentaram, mas num campo “Trote de Vestibular” é impossível, a bola já chega em você, oval. Antes que os amigos leitores passem uma semana quebrando a cabeça para saber, que diabo é isso de “Campo Trote de Vestibular”, explico: é por que lembra a cabeça dos calouros, recém vitoriosos do “VestiBurrar”, uma pequena parte com cabelo, outra com pouco e a maioria sem nenhum. Tal qual a grama do campo em questão. Várias vezes vi jogadores do América sendo traídos pela bola, que já chegava inimiga e, eles são da casa, conhecem o “areal”, imagina os homônimos argentinos, que são de fora.

            Para que vocês possam ter uma idéia, os lados do gol da entrada são abaulados. Saca uma tábua quando fica muito tempo no sol e quando você tira tá com aqueles dois “orelhões”, um de cada lado? pois é, vai por aí…

            O meio do terreno; melhor chamar assim para ser fiel à realidade; era meio alto, meio baixo e inteiramente irregular. Do lado de lá era o inverso. O mato estava tão alto que nós, posicionados do lado de cá, não víamos a bola, pois sumia no matagal. No outro gol, verde mesmo só na camisa do América. Somente neste momento foi que entendi o “modelito” do goleiro André, todo vestido, dos pés até o pescoço, para não se ralar todo quando tivesse que fazer uma defesa rasteira. O perigo era cair numa cratera daquela e sair no Japão.

            Resumindo, o Estádio não oferece conforto, nem segurança e muito menos espetáculo, só se for de comédia, porque dá pra rir se não fosse trágico. É um total desrespeito ao povo amigo de Própria, que paga para assistir futebol e não uma “pelada de Várzea”.

Por isso, para mim, o Craque do Jogo foi o Policiamento Militar e o melhor Técnico foi o Comandante Rivelino, que conseguir colocar seus “jogadores”, em posições estratégicas, para coibir o sempre presente foco de violência e as manifestações mais exaltadas. Imagine vocês que dois terços da arquibancada eram de Tricolores e bem ao seu lado, sem nenhum isolamento, o terço restante foi ocupado pela torcida do alvi-aníl. Graças a Deus, a eficiência policial, e aos que queriam realmente só assistir futebol e torcer, que o jogo terminou sem nenhum acidente, salvo uma pedrada covarde que atingiu um jogador do Boca Júnior, já no momento da premiação, sem conseqüências desastrosas.

Devo lamentar também, o total desrespeito dos “bebuns” que vão ao estádio apenas para ficar xingando, o tempo todo, frases repetitivas, inconvenientes e sem nenhum propósito, que somente se equivalem aos vizinhos boçais e mal-educados, como o meu, que teimam em desrespeitar nosso direito ao descanso, colocando som em altíssimo volume, mesmo a noite dos dias úteis, ignorando que o direito deles termina aonde o nosso começa. Esses “Malas”, deveriam obter aulas de “Boa Educação e Convivência Social”, com o Elenilson Santos, Técnico do América, que em nenhum momento teve qualquer atitude condenável ou mesmo desagradável, que é típico de quem perde uma decisão.

E Tenho Dito.

 

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