Copa: números indicam evolução do Brasil

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(Foto: Lucas Figueiredo/ CBF)

A Seleção Brasileira se classificou para as oitavas de final em primeiro lugar no Grupo E da Copa do Mundo Rússia 2018 com sete pontos somados. Na saída do estádio Spartak, após a vitória sobre a Sérvia por 2 a 0, os jogadores brasileiros destacaram o crescimento do grupo no decorrer desta etapa inicial da competição. A palavra evolução foi usada algumas vezes pelos atletas para descrever o processo pelo qual o time comandado por Tite passou na fase de grupos. As estatísticas divulgadas pela FIFA justificam tal afirmativa.

Em números totais, a Seleção Brasileira finalizou ao gol 56 vezes na primeira fase, sendo 19 delas no alvo. Já a posse de bola média da equipe foi de 58,6%. O percentual indica um domínio mais produtivo das iniciativas de jogadas. Foram cinco gols marcados em 19 oportunidades reais. O Brasil ainda teve 26 escanteios a seu favor e ficou em média 24% de sua posse de bola no terço de ataque do campo.

Jogo a jogo
No primeiro confronto da etapa, no empate em 1 a 1 contra a Suíça, o Brasil finalizou 20 vezes, sendo 4 na direção da meta adversária, com um gol marcado por Philippe Coutinho. Na segunda partida, na vitória contra a Costa Rica por 2 a 0, a Seleção mostrou domínio total das ações e obrigou o goleiro Keylor Navas – grande estrela da Costa Rica – a fazer grandes defesas, e o seu time a abusar das estratégias para esfriar o jogo. A Amarelinha teve 66% de posse de bola, sendo 28% dela no terço de ataque. O time finalizou 23 vezes, sendo nove no gol. Destas, duas foram bolas na rede. Gols de Philippe Coutinho e Neymar.

O camisa 10, inclusive, é um retrato desta evolução brasileira. Em processo de recuperação do ritmo de jogo após a cirurgia no pé direito, Neymar foi um dos principais jogadores na última partida da fase de grupos, contra a Sérvia. O atacante deu uma assistência, finalizou sete vezes e acertou 85% dos passes. Foi efetivo e envolvente, e obteve êxito em 15 dos 19 dribles executados, de acordo com dados do Wyscout.

Diante dos sérvios, o time de Tite teve menos posse de bola do que o adversário, mas teve o controle das ações tanto na defesa quanto no ataque. Finalizou 13 vezes, seis na meta e marcou dois gols. O time canarinho também abusou de utilizar o ponto forte do adversário: a bola aérea. Fez um gol dessa forma, após escanteio. Foram nove tiros de canto a favor do Brasil e cinco para o adversário, que só conseguiu uma finalização ao gol de Alisson.

“Importante a gente ter solidez. A gente sabe da nossa qualidade na frente e de toda a equipe. A gente fica concentrado para não tomar gols, porque lá na frente, a gente sabe que vai resolver. Saber sofrer fortalece a equipe. A gente não vai ter 100% de domínio no jogo. Quando fizemos o segundo gol contra a Sérvia ficou mais tranquilo para segurar o resultado, que era o mais importante para a gente”, avaliou o goleiro Alisson após o último jogo.

Fonte: CBF

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