Técnico da Dinamarca: “ainda acho o Brasil muito bom”

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Técnico dinamarquês sabe que Brasil não vai bem, mas vê qualidade na seleção (Foto: Igor Matheus/ Portal Infonet)

O técnico da Dinamarca, Niels Frederiksen, não parece muito impressionado com a crise do futebol olímpico masculino do Brasil. Às vésperas de enfrentar a seleção brasileira na Arena Fonte Nova nesta quarta-feira, 10, o treinador ainda vê o time canarinho como uma séria ameaça. Pelo menos foi o que disse em sua entrevista coletiva pré-jogo na Arena Fonte Nova.

“Vi as duas primeiras partidas e sei que o Brasil ainda não venceu, mas ainda acho que é um time muito bom, com ótimos jogadores e muito competitivo. O time mereceu vencer contra a África do Sul e contra o Iraque”. Frederiksen também não quis se aprofundar na crise do futebol brasileiro como um todo – questão que começa no elenco canarinho principal.

“O time principal não foi bem na Copa América e nem em nenhum outro torneio. Mas meu foco é a seleção olímpica, que tem bons jogadores. Ainda acho que eles jogam bem, só precisam marcar gols. E marcar gols é algo importante no futebol… Os atletas são muito bons individualmente, mas não conseguem jogar em conjunto. Vamos ver quem vai se sair melhor”.

O técnico dinamarquês ainda rejeitou a visão de que a Dinamarca é o melhor time da chave. “Bem, se apenas olharmos os quatro pontos que temos na tabela talvez possamos dizer que somos o melhor time. Mas se olharmos para todos os outros três times, eles não são tão diferentes assim. Foram pequenas coisas que nos deram a vitória contra a África do Sul, mas poderia ter sido muito diferente. Não acho que podemos dizer que somos o melhor time antes de vencermos na quarta-feira”.

Frederiksen também se mostrou ciente em relação a mais um fator: torcida – pela primeira vez, ele pegará os donos da casa, e não ignora a importância disso. “Eu falei com os jogadores que essa nossa terceira partida será diferente das duas primeiras: o estádio estará a favor do Brasil. Então nesse caso estaremos sob pressão. Mas também sabemos que o Brasil também estará, pois se eles não jogarem tão bem, a multidão ficará contra eles. Então há dois lados nessa situação”.

Por Igor Matheus
De Salvador-BA

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