CUT serve doce de leite e TCE adia julgamento de Flávio Conceição

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Cut serve pizza e doce de leite na porta do TCE (Fotos: Portal Infonet)

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) está mobilizada acompanhando os desdobramentos da sessão plenária do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Estava agendado para esta quinta-feira, 18, a discussão para decidir vaga que precisa surgir naquele tribunal com um eventual retorno de Flávio Conceição. O conselheiro aposentado acabou punido com a aposentadoria compulsória [antes do tempo previsto em lei] em decorrência dos resultados da Operação Navalha.

Na parte externa os manifestantes servem e consomem doce de leite e pizza como de forma de cobrar uma posição mais rigorosa contra Conceição que chegou a ser preso e condenado em primeira instância acusado de envolvimento com suposto esquema para desviar recursos públicos das obras de duplicação da adutora do Rio São Francisco, supostamente liderado pela construtora Gautama.

O presidente da CUT, Rubens Marques, o Dudu da CUT, explica que o doce de leite servido no ato faz alusão às mensagens que teriam sido colhidas pela Polícia Federal em que a palavra doce de leite seria um código utilizado pelos réus da Operação Navalha para fazer referência à suposta propina paga pela Gautauma aos beneficiados daquele suposto esquema. 

Era esperado para esta quinta que o  TCE votasse os embargos de declaração interpostos pelo conselheiro Clovis Barbosa que tenta entender juridicamente em que nível a sua nomeação é afetada neste processo em que Flavio Conceição solicita a nulidade dos atos do  a aposentadoria compulsória.

Rafael Martins, advogado de  Clóvis Barbosa

O advogado Rafael Martins , que atua na defesa do conselheiro Clóvis Barbosa, já chegou ao plenário, disse que só se manifestará apenas em questões técnicas do processo e que a manifestação da CUT faz parte dos direitos dos brasileiros. Ele informou que tentou adiar p julgamento da pauta pelo fato de ter tido pouco tempo para analisar os autos, mas o pedido da defesa foi negado.

Apesar de negar o pedido da defesa, o conselheiro Carlos Alberto Sobral, relator do processo, acabou anunciando o adiamento por estar presidindo a sessão do pleno do TCE. Carlos Alberto Sobral é vice-presidente do TCE e está substituindo o presidente Ulices Andrade que está ausente.

por Cássia Santana

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