Gabinete de crise ainda não encontrou solução para manchas de óleo

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Reunião do Gabinete de Gestão: em busca de solução (Fotos: Portal Infonet)

O Gabinete de Crise criado pelo Governo de Sergipe para buscar mecanismos que contenham e identifiquem a origem do óleo derramados sobre as praias sergipanas ainda não encontrou soluções para o problema ambiental. O grupo esteve reunido na manhã desta segunda-feira, 7, dando início ao detalhamento das ações que estão contida no plano emergencial.

Preocupação com os rios

De acordo com informações do secretário de estado Ubirajara Barreto, de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, o gabinete está realizando reuniões frequentes para estabelecer esse cronograma de ação diante da situação de emergência por derramamento de produto químico decretada pelo Governo de Sergipe, já publicada em Diário Oficial.

De acordo com o secretário, a Defesa Civil do Estado já está adotando os procedimentos legais para que a situação de emergência na região litorânea seja reconhecida pela Presidência da República. Mas há uma grande incógnita que precisa ser desvendada, que é justamente a identificação da origem do produto químico que está espalhado em toda região Nordeste.

Desde o início, a Petrobras se isenta de responsabilidade. “O DNA de cada poço da Petrobras não condiz com as características desse óleo”, diz o secretário, compactuando com a tese da estatal petrolífera brasileira. Ele revela que amostras foram encaminhadas para o Rio de Janeiro e estão sendo analisadas por vários fontes de pesquisa. “E até o momento não sabemos a causa, se houve derramamento em águas internacionais ou vazamento de poço paralisado”, enalteceu.

O diretor-presidente da Administração do Meio Ambiente, Gilvan Dias, informou que o óleo permanece afetando o litoral, mas em menor intensidade. Mesmo assim, há uma preocupação para que essa substância não contamine os rios. “Nos deixa preocupados porque não temos certeza que isso foi estancado”, diz, considerando a necessidade de permanente atenção à questão.

Investigação

A Polícia Federal já instaurou inquérito policial para investigar esse crime ambiental e identificar a origem da substância oleosa. As investigações estão sendo conduzidas pela equipe do estado do Rio Grande do Norte, envolvendo as áreas de combate aos crimes ambientais, de inteligência e de perícia daquela instituição. A Marinha do Brasil também participa das investigações.

As diligências estão em andamento. Essas são as únicas informações que estão sendo divulgadas, segundo informações da assessoria de imprensa da PF no Rio Grande do Norte.

Petrobras

A Petrobras não se manifesta mais. A assessoria de imprensa reproduz a nota enviada na semana passada à imprensa. A nota revela que a Petrobras analisou amostas de petróleo cru encontrado nas praias do Nordeste. “E atestou, por meio da observação de moléculas específicas, que a família de compostos orgânicos do material encontrado não é compatível com a dos óleos produzidos e comercializados pela companhia”, destaca a nota.

por Cassia Santana

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