MPF, PF e Receita criam grupo integrado de combate à corrupção

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Receita, MPF e PF assinam portaria de criação da CGI (Foto: MPF)

Visando intensificar e trabalhar de forma mais incisiva contra crimes do colarinho branco, o Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal criaram o Grupo de Coordenação Interinstitucional (CGI), que atuará de maneira integrada para investigar casos de lavagem de dinheiro, contra a ordem tributária, administração pública e práticas semelhantes.

A portaria de criação foi assinada na manhã desta quarta-feira, 22, no MPF. O grupo será formado por três procuradores da República, três delegados da PF e três auditores da Receita. Haverá o compartilhamento de informações para facilitar os trabalhos.

O procurador-geral do MPF, Rômulo Almeira, explicou que a iniciativa partiu de algumas discussões entre as instituições. “A Receita Federal teve essa ideia de tratarmos mais proximamente determinados casos, uma vez que ela trata de temas com maior repercussão financeira e, a partir disso, decidimos criar esse grupo para criar uma metodologia própria de investigação. Não temos uma função executiva, é mais para planejamento e apoio para procuradores, auditores e delegados em seus trabalhos. A ideia é que o planejamento seja feito em conjunto desde o princípio, e não ao longo das investigações. Assim, ganhamos em tempo e qualidade”.

Para Marlton Caldas, delegado da Receita Federal, explicou a importância da ação falando sobre o potencial ofensivo dos crimes de corrupção. “A troca de informações deve ser mais célere. Queremos agir mais próximos da ocorrência de práticas ilícitas. Esses tipos de crime, de sonegação fiscal e desvio de recursos são muito danosos, porque o dinheiro não chega onde deveria e quem sofre é a população. Falta no saneamento básico, na criação de escolas, universidades, na saúde”.

O compartilhamento de informações acontecerá por eventuais cruzamentos de banco de dados de cada instituição que compõe a CGI. “Cada um tem seu conjunto. Vamos aumentar a velocidade nessa troca, mas sempre respeitando o sigilo que existe legalmente, mas o intuito é diminuir esse caminho”, disse Alex Raniery, delegado regional de combate ao crime organizado da PF.

Os encontros dos membros da CGI acontecerão bimestralmente, exceto em casos excepcionais, onde reuniões sejam designadas para outras datas.

Por Victor Siqueira

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