Pré-candidatura de Márcio Macedo desagrada corrente do PT

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Reunião aconteceu na quinta-feira, 9, na sede do PT (Foto: Assessoria de comunicação do PT)

Representantes da maioria das correntes internas do Partido dos Trabalhadores (PT) em Sergipe se reuniram na tarde da última quinta-feira, 9, na sede do partido e decidiram que terão candidatura própria a prefeitura de Aracaju. O nome indicado como pré-candidato foi o do ex-deputado estadual Márcio Macedo. A corrente Articulação de Esquerda não participou da reunião.

O presidente estadual do PT/SE, deputado João Daniel, divulgou em suas redes sociais que a posição unânime de todas as correntes do PT é pela definição de candidatura própria, que apresente à população da capital uma proposta para Aracaju que pense num projeto construído com uma base progressista e voltado para o desenvolvimento de todos. “A capital é muito importante e gostaríamos de construir uma candidatura de esquerda e de todos que quiserem se somar a esse projeto”, diz João Daniel.

O presidente municipal do PT, Jefferson Lima, demonstrou total confiança na escolha feita pela diretoria executiva estadual do PT para eleições municipais de 2020. “Sou totalmente favorável à pré-candidatura de Márcio Macêdo, ele tem muita capacidade de gestão e política, conhecimento para resolver os problemas de Aracaju, bom relacionamento com os movimentos sociais e principalmente com a direção do partido. Depois de 15 anos o PT vai conseguir apresentar a altura a um candidato de bastante significado como foi Déda”, afirma Jefferson.

Divergência

Um dos líderes da Articulação de Esquerda, Roberto Silva, explicou que a corrente não participou da reunião por entender que antes de definir um nome é preciso decidir um programa de governo, o que ainda não foi feito. “Depois que definir o programa de governo é que se escolhe o nome que mais se adequa, e isso não foi feito, nem reunião aconteceu. A grande questão é que nós não queremos que o partido tenha as posições dos partidos em geral, ou seja, alguns líderes se reúnem, definem e a militância é obrigada a seguir. O PT é um partido horizontal, no estatuto diz que as decisões obrigatoriamente devem ser coletivas, não podem ser individuais”, aponta.

Roberto informou ainda que na próxima segunda-feira, 13, a Articulação de Esquerda vai se reunir para definir uma posição coletiva do que fazer diante do cenário atual. Roberto diz que a PT precisa romper com o prefeito Edvaldo Nogueira e com o Governador Belivaldo Chagas porque os dois gestores estão seguindo a política do presidente Bolsonaro, principalmente no que se refere a desvalorização dos servidores públicos e a falta de políticas sociais.

“Esse não é caminho do PT, fazemos oposição global a Bolsonaro e aos seus aliados. Queremos que a sociedade tenha uma opção diferente do que se apresenta hoje e muitos aliados de Bolsonaro estão inseridos no agrupamento do PT. Estamos nas ruas lutando contra essa política e nas eleições estamos todos de braços dados? Isso confunde as pessoas”, afirma Silva.

O Portal Infonet tentou contato com o deputado João Daniel, mas a informação da assessoria de comunicação é que ele estava em viagem no interior sergipano e na localidade o sinal de telefone é ruim. O Portal Infonet continua  à disposição através do telefone (79) 2106-8000 ou pelo e-mail jornalismo@infonet.com.br.

Por Karla Pinheiro

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