Professores mostram preocupação com desmonte da educação pública

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Professores fazem aula pública para discutir desmonte da educação pública (Foto: Sinasefe/SE)

Professores e estudantes debateram, nesta terça-feira, 4, os desafios e as soluções para os problemas da educação pública no Brasil. O diagnóstico do grupo aponta um desmonte no serviço, que viria desde a PEC do teto de gastos até o projeto ‘Escola Sem Partido’.

A ‘aula pública’ foi promovida pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Educação Federal, Básica, Tecnológica e Profissional (Sinasefe). Esta é uma de muitas mobilizações que acontecem em todo o país pela causa.

Guthiérre lamenta sucateamento das universidades e institutos (Foto: Portal Infonet)

Para Guthiérre Ferreira, coordenador-geral do sindicato, esta é uma importante iniciativa para conter o sucateamento das escolas, institutos federais e universidades públicas. “Estamos mandando vários participantes para uma audiência parlamentar em Brasília para debater e reivindicar que se cessem os ataques, que a educação tenha a mesma verba que tina antes, eque parem com a perseguição a professores. A primeira medida para resolver é revogar a Emenda Constitucional 95. Com o corte de verbas, universidades não conseguem pagar limpeza ou segurança”, lamentou.

Atividades a nível nacional acontecem também na quarta, 5. Em Brasília, haverá uma audiência parlamentar e, posteriormente, um ato para debater e reivindicar que se cessem a perseguição aos professores, por conta do projeto Escola sem Partido.

Sônia Meire critica projeto Escola sem Partido (Foto: Portal Infonet)

A professora Sônia Meire, segunda vice-presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), ministrou a aula pública. Ela é uma das que levantou a campanha ‘Escola sem Mordaça’ em Sergipe. “Não basta só minimizar o conteúdo escolar, não basta só rebaixar os currículos nas universidades. É necessário impedir a liberdade de cátedra e a autonomia dos institutos. O que o Governo propõe é que nós não possamos ter uma escola que garanta o direito a liberdade de ensino, mas autonomia de, coletivamente, decidir sobre a organização do trabalho. Somos radicalmente contra, fazemos campanha massiva, estamos sofrendo uma série de ataques. O debate que está sendo feito, essa mobilização, são necessários e urgentes. O que querem é uma escola com partido, mas com outra lógica: opressor, excludente e com pensamento único”.

Por Victor Siqueira

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