Secretário afirma que terceirização retomará qualidade no Samu

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Secretário de Saúde do Estado prestou contas da gestão na Alese (Foto: Portal Infonet)

O secretário de Estado da Saúde, Valberto Oliveira, participou de uma audiência pública nesta quinta-feira, 5, na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Sergipe para prestar contas dos segundo e terceiro quadrimestre de 2019. Os deputados aproveitaram a oportunidade para questionar sobre a terceirização do Serviço de Atendimento Móvel (Samu) e a preparação do Estado, no caso de ter de enfrentar a chegada do Carnavirus.

O deputado Georgeo Passos (Cidadania) questionou ao gestor quais os motivos que levaram a Secretaria de Estado da Saúde (SES) a abrir processo de concorrência para terceirizar o serviço do Samu. “O Estado divulgou que está com 50% das obras do Samu concluídas em 2019 e 100% do Hospital Regional de Glória. O Estado está estruturando essas unidades para entregar a uma empresa privada com tudo pronto? Precisamos saber a linha que o Governo adotou e quais os motivos que levaram a isso. O Samu em Sergipe e no Brasil sempre foi referência, e de repente esse modelo que era referência não serve mais a sociedade e vamos fazer um misto de modelo trazendo uma empresa para tomar conta do Samu?”, indaga.

Outro ponto abordado pelo parlamentar e pela deputada Kitty Lima (Cidadania), representada por Georgeo, foi sobre a situação dos funcionários efetivos do Samu. A preocupação da categoria, segundo os deputados, é como será a relação entre a empresa privada vencedora da concorrência e o Estado.

“São cerca de mil funcionários, como eles vão trabalhar? Quem será o chefe? A empresa é quem fará a gestão? Como vai ser essa relação da empresa contratada com a SES e o Samu? Hoje foi apresentado uma despesa com Samu de 11 milhões mês, esse valor será somado aos 13 milhões que será pago a empresa? São questões que precisam ficar claras”, afirma Georgeo.

O secretário explicou que uma série de questões levaram a SES a optar por contratar uma empresa para gerir o Samu. A principal delas é a facilidade na contratação de pessoal, que hoje segundo gestor, é um grande problema no Samu, e o retorno da qualidade do serviço.

“A gente precisa voltar a ser o melhor Samu. A gente já tem conhecimento e sabe como fazer, mas na situação atual do Estado não é possível. A gente gasta por mês cerca de 380 mil só para manutenção da base e viaturas do Samu. É difícil manter a qualidade. É preciso que se entenda vários aspectos, um deles é a descentralização do Samu para melhorar a qualidade e o tempo resposta”, aponta Valberto que fala ainda da burocracia necessária para contratação de pessoal.

“Hoje temos muita dificuldade com pessoal, especialmente com médicos. Para contratar um condutor, um enfermeiro ou um médico temos que fazer concurso ou um PSS. A gente precisa buscar vias de facilidade, mas com qualidade. Os funcionários qualificados não vão perder nada com a contratação de uma empresa privada, mas temos que viabilizar o recurso humano”, afirma.

Coronavírus

Questionado sobre a estrutura do Estado para eventuais casos do coronavírus em Sergipe, o secretário disse que não é preciso pânico e que o Estado está seguindo o protocolo do Ministério da Saúde, que é único em todo país. “Estamos em contato com as secretarias municipais para que observem as pessoas que viajaram para os países de risco e que apresentem sintomas, e estamos em contato com a rede privada, que também segue o protocolo. Se tiver casos suspeitos, será feito a coleta de material, enviado ao Lacen para verificar algumas doenças, e se descartadas, essas amostras serão mandadas para o laboratório de referência”, diz.

A orientação da SES é que as pessoas que estiveram nos países onde há casos da doença e que apresentem febre e sintomas respiratórios que procure uma unidade de saúde para uma avaliação médica.

Por Karla Pinheiro

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