Sindijor cobra concurso público para jornalistas

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Sindicato quer concurso para jornalistas (Foto: Sindijor)

O Sindicato dos Jornalistas do Estado de Sergipe (Sindijor) reagiu às demissões de jornalistas anunciadas pelo governador Belivaldo Chagas (PSD), emitiu nota de repúdio e solicita que o Governo do Estado realize concurso público para a contratação de jornalistas. Na nota, o Sindijor adverte que a demissão de quase uma centena de jornalistas no âmbito da administração estadual causa “indignação”.

O Sindijor destaca que recebeu informações de que as demissões dos cerca de 100 jornalistas gerariam uma economia em torno de R$ 100 mil mensais. Para o Sindijor, o valor a ser economizado com a totalidade dos jornalistas demitidos representa a baixa remuneração que estes profissionais recebem do governo. “Essa informação também nos causa repúdio, pois deixa flagrante o quão mal pagos são os jornalistas que prestam serviços à Comunicação. E também abre precedentes para o quão precarizados estarão os jornalistas que continuarem no Estado”, ressalta a nota.

O Sindijor destaca ainda que o governador não está comprometido com a comunicação do Governo e cobra realização de concurso público para jornalistas. “Belivaldo Chagas, que assumiu o governo em abril deste ano e foi eleito para um mandato de quatro anos, mostra um total descompromisso não somente com os jornalistas, mas também com a comunicação pública, pois como será efetivado um dos princípios básicos da administração pública – a publicidade – se não há profissionais para fazê-lo a contento”, ressalta, a nota.

O atual e novo governo reafirma que não considera a comunicação como uma das bases para o Estado, pois ao invés de buscar alternativas para a realização de um concurso público para que haja uma carreira para jornalistas, demite, causando ainda mais prejuízos para esta atividade profissional”.

Para o Sindijor, “se as informações forem concretizadas, a sociedade sergipana pode ficar privada de receber as informações necessárias para o exercício da cidadania. Informação pública de qualidade não é uma ação voluntária da administração, mas uma obrigação, uma exigência, e essa tarefa deve ser realizada por jornalistas profissionais”.

Na nota, o Sindijor destaca o retrocesso que o Estado enfrentar com a extinção das assessorias e a centralização da comunicação social. “Com a extinção dos cargos e das Assessorias de Imprensa e Comunicação na maioria das Secretarias de Estado, Sergipe vai retroceder a antes de 1988, quando da promulgação da Constituição Federal. Cada dia e cada vez mais a sociedade brasileira exige informação, transparência e atendimento da administração pública”.

Na nota, o Sindijor solicita que o governador Belivaldo Chagas “reconsidere essa decisão e não contribua para precarizar ainda mais o mercado da comunicação em Sergipe”.

Com informações do Sindijor

 

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