Aracaju tem redução de 67% nos casos de dengue e chikungunya em 2018

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Ao todo, durante o ano passado foram registrados 70 casos de dengue ou chikungunya. No mesmo período de 2017 esse número foi de 117 casos.(Foto: Agência Brasil)

Segundo o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2018, a cidade de Aracaju teve uma redução de 67% dos casos de dengue e chikungunya em relação a 2017. Ao todo, durante o ano passado foram registrados 70 casos de dengue ou chikungunya. No mesmo período de 2017 esse número foi de 117 casos.

Segundo o Coordenador de Controle do Aedes aegypti , Jeferson Santana, atualmente a capital vive uma situação de tranquilidade que foi resultado de um trabalho de prevenção a proliferação do mosquito. “Ano passado nós intensificamos uma grande atuação em alguns bairros da zona norte, como Cidade Nova, Lamarão e Dezoito do Forte”, afirma. Segundo Jerferson, essa atuação foi estratégica, pois os índices de proliferação do mosquito nessas localidades estavam em níveis preocupantes. “Com essa medida, conseguimos contribuir para a diminuição dos índices de casos registrados”, acrescenta.

Para este ano, Jeferson defende que o combate e as estratégias devem se intensificar para que os números não saiam de controle. “Nossa ideia é continuar fazendo os trabalhos de prevenção e não nos deixar acomodar diante desses bons resultados”, avalia. Ainda segundo ele, como estamos no verão, os cuidados têm que ser ainda maiores, pois esta estação do ano oferece condições favoráveis para a reprodução do mosquito. “As temperaturas elevadas e as constantes pancadas de chuva aceleram o nascimento do Aedes aegypti. Em média, ele leva uma semana para nascer, no verão em até 5 dias os ovos já eclodem. É preocupante”, afirma.

Jeferson deixa claro que a atuação dos agentes de endemias se torna ainda mais necessária em períodos como este, pois as visitas nas residências ajudam a orientar a população sobre os cuidados indispensáveis no dia-dia para evitar a multiplicação do mosquito. “Além dos diálogos que orientam a população, há também o uso de larvicidas por parte dos agentes que acabam eliminando possíveis focos de reprodução. Os trabalhos para esse ano já começaram e estamos confiantes com os futuros resultados”, pontua.

por João Paulo Schneider  e Aisla Vasconcelos

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