Conscientização do autismo pode promover melhora e inclusão

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Foto: Flávia Pacheco

O dia 2 de abril é definido como o Dia Mundial da Conscientização do Autismo e tem por objetivo orientar as pessoas sobre a necessidade de ajudar a promover o respeito e a inclusão dos portadores da condição. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) interfere nos processos de comunicação, comportamento social e formação da criança. Nesse sentido, a psicologia pede maior compreensão aos que apresentam a diversidade.

O autismo se expressa em um a cada 110 nascidos, sendo quatro vezes mais comum no sexo masculino. “Por isso usa-se a cor azul para representar a campanha. O laço da conscientização do Autismo é em forma de quebra-cabeça, que reflete o mistério e a complexidade da diferença”, destaca o coordenador do curso de Psicologia da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Aracaju, André Mandarino. Ele reforça que as cores e as formas diferentes representam a diversidade de pessoas e famílias que convivem com essa situação. “As cores intensas significam esperança, pesquisas e a crescente conscientização”, observa.

André alerta que, caso a família identifique traços do espectro autista na criança, é importante conversar com o pediatra para que seja feito o encaminhamento para um especialista. “Para saber se uma criança pode ser diagnosticada com TEA, os pais podem observar as seguintes características: crianças com dificuldade de relacionamentos; pouco ou nenhum contato visual; aparente insensibilidade à dor; busca por isolamento e a não interação com outras crianças; além de perceptível hiperatividade ou extrema inatividade”, explica.

Ele ressalta que esse transtorno não possui cura e suas causas ainda são incertas, porém, pode ser modificado, tratado e trabalhado para que o paciente possa se adequar ao convívio social e atividades acadêmicas o melhor possível. “Para isso, a importância do diagnóstico nos primeiros meses de vida, visando verificar os graus de autismo: leve, moderado ou severo”, informa o especialista.

Diferenças – O psicólogo observa que o autismo apresenta diferenças entre os sexos. “Normalmente, as meninas não gostam de ouvir muitas pessoas falando, gostam de comer sempre as mesmas coisas, arrancam os botões das roupas, parecem não sentir dor, não controlam bem as funções motoras, gostam de andar nas pontas dos pés e caiem muito. Já os meninos, possuem dificuldades para concentrar, ruídos e sons fortes os incomodam, selecionam comida, percebem pessoas e objetos pelo cheiro, são apegados aos brinquedos, têm dificuldade para se vestirem sós, se sentam com as pernas em W, preferem os pés descalços”, exemplifica.

Fonte: Unit

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