Saúde, Educação e Defesa Civil fazem parceria para combate ao Aedes

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Essa ação de combate ao mosquito nas escolas faz parte das 12 ações do PSE e é obrigatória para todas as escolas pactuadas pelos municípios (Foto: SES)

Na manhã desta sexta-feira, 9, representantes da Secretaria de Estado da Saúde (SES), da Defesa Civil, do Programa Saúde na Escola (PSE) e dos municípios das regiões de Estância e Propriá se reuniram, no auditório do Centro Administrativo da Saúde Senador Gilvan Rocha, para pactuar ações educativas e estratégias de combate ao mosquito Aedes aegypti que, com a chegada do verão, precisam ser intensificadas a fim de prevenir as arboviroses Dengue, Chikungunya e Zika.

O objetivo desses encontros, conforme informou a coordenadora da Sala Estadual de Situação da SES, Tereza Cristina Maynard, é mobilizar todo o Estado a fim de fortalecer a articulação dos municípios com o Programa Saúde na Escola (PSE), a Vigilância Epidemiológica e a Defesa Civil, que trabalharão juntos no enfrentamento das arboviroses e combate do mosquito. “O verão é o período mais vulnerável, de temperaturas elevadas, época em que, historicamente, apresenta maior número de casos. É necessário que o trabalho com as escolas e a população seja feito de maneira contínua e esse momento é muito bom, pois agora o trabalho que o PSE realiza nas escolas vai se somar à Defesa Civil para trabalharem juntos”, ressaltou Tereza.

A gerente do Núcleo de Endemias da Vigilância Epidemiológica do Estado, Sidney Lourdes Cesar Souza Sá, enfatizou a importância do trabalho que acontece hoje entre a Saúde, a Educação e a Defesa Civil, voltado para a questão de controle do Aedes e prevenção às arboviroses. “É muito gratificante ver esse auditório cheio e ver também outros setores e órgãos envolvidos no controle do Aedes. É fato que esse controle é de responsabilidade da Saúde, mas saliento que outros órgãos têm uma tarefa grande de responsabilidade também. A população também tem sua parcela grande de participação no controle do Aedes”, comentou Sidney Sá.

Essa ação de combate ao mosquito nas escolas faz parte das 12 ações do PSE e é obrigatória para todas as escolas pactuadas pelos municípios. “A Defesa Civil será um grande colaborador que potencializará essa ação, principalmente nesse período do ano, que é o período em que o mosquito se desenvolve bastante. Fazer um controle mais efetivo e ter mais um colaborador, vai gerar um impacto positivo para diminuir o número de casos das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes”, explicou a referência técnica da SES para o PSE, Luciana Boaventura.

Já para o gerente de planejamento do departamento estadual de Proteção e Defesa Civil, Luiz Carlos Alves de Jesus, a preocupação é que o Aedes aegypti já tem mais de 30 anos e ainda não há, com eficácia e eficiência, o controle dessa epidemia. “É preciso tomar ações mais efetivas no sentido de combater o Aedes aegypti e o público infanto-juvenil é muito importante, através do qual a gente pode mudar gerações e, além disso, a criança é um agente multiplicador, tem um papel de influência muito grande no âmbito familiar, dentro de casa, na escola então, por essa importância, é o nosso alvo. A partir da criança tentar multiplicar e desenvolver uma geração mais eficiente, preocupada e comprometida com a saúde pública”, ressalta Luiz Carlos.

A referência técnica do Programa Saúde na Escola de Aracaju, Aline Guimarães, apresentou ações que já estão sendo desenvolvidas em Aracaju em parceria com a Defesa Civil. “Nós apresentamos o projeto ‘Canto Limpo’ à Defesa Civil e depois, na Secretaria Municipal de Saúde, nos reunimos para construir as atividades que poderiam ser realizadas em conjunto. Desse encontro já pactuamos duas ações e estou aguardando a confirmação de uma terceira. No dia 10 de dezembro será realizada a ‘caça ao mosquito’ na EMEI Dom Avelar e no dia 26 na EMEF Elias Montalvão, no Mosqueiro, frutos da parceria com a Defesa Civil”, disse Aline.

Momento lúdico

O encontro contou com uma apresentação teatral sobre o combate ao mosquito Aedes. O projeto foi idealizado pela assistente social e coordenadora do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) do município Nossa Senhora do Socorro, Eline Rabelo Sotero. “Lá em Socorro a gente viu a necessidade de fazer algo diferente, além das palestras, que já estavam caindo na mesmice. Então surgiu a ideia do teatro e as crianças amaram e os adultos estão aderindo, porque é algo que chama a atenção. Estamos apresentando em todas as escolas. Como eu tenho uma equipe grande de NASF a ideia partiu de mim e então lancei para os profissionais que aceitaram e estamos aí. Esse teatro fortalece mais a prevenção, pois facilita guardar as informações e não é monótono”, contou Eline.

Fonte: SES

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