A camisa que deformou a gola

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As aventuras de um consumidor no Brasil

 

A camisa que deformou a gola

 

 O episódio de hoje conta a aventura de Consuminho ao exigir a troca de uma camisa devido a mesma ter sofrido deformação na gola após ser lavada.

 

Era um dia de sábado, Consuminho foi ao Shopping passear e aproveitou para fazer compras onde adquiriu algumas camisas de malha. Eram camisas de marca conhecida e a loja era tradicional pelo tempo de mercado e também pela qualidade de seus produtos, além do atendimento.

 

Consuminho comprou três camisas as quais lhe chamaram a atenção pelas cores e pelo modelo da gola. Na semana seguinte tratou logo de usar uma das camisas novas, é que para Consuminho, roupa nova é para ser usada logo, ninguém sabe o dia de amanhã. Ocorre que ao ser lavada, a primeira camisa sofreu deformação na gola, ficando a mesma totalmente diferente da apresentação antes da lavagem, fato que frustrou a expectativa de Consuminho quanto à qualidade do produto. Ficou triste, mas não tinha certeza se era má qualidade do produto ou falha da secretária na hora de lavar.

 

No outro dia, Consuminho usou a segunda camisa nova e curioso colocou para lavar. Teve o cuidado de inspecionar se o processo de lavagem desenvolvido pela secretária seguia as recomendações constantes da etiqueta que acompanhou a camisa, o que foi confirmado. Para a tristeza e aumento de sua frustração, a segunda camisa também ficou com a gola deformada e aí não teve dúvida, tratava-se de problema decorrente do processo de fabricação do produto e dirigiu-se até a loja para solicitar a troca das camisas.

 

Na loja, o gerente recebeu as camisas e exigiu a nota fiscal para enviá-las à fábrica para a análise. Somente após análise pela fábrica reconhecendo a existência de problema, é que a camisa poderia ser trocada, o que levaria em média uns 45 dias. Consuminho falou que não tinha mais a nota fiscal, mas possuía a cópia da fatura do cartão de crédito a qual confirmava a compra naquela loja, o que não foi aceito pelo gerente. Argumentou ainda que comprou a camisa para usar logo e não para aguardar 45 dias para poder fazer uso. O gerente foi irredutível, disse que levaria o problema ao conhecimento do proprietário e pediu que Consuminho fosse até a loja alguns dias depois.

 

Passados mais de 15 dias, Consuminho foi até a loja pela segunda vez e novamente ouviu do gerente que o proprietário ainda não havia estado lá e, portanto, o caso de Consuminho continuava sem uma solução.

 

Consuminho resolveu então consultar o Código de Defesa do Consumidor e lá descobriu que a troca da camisa deve ser imediata, não podendo o consumidor submeter-se à espera de uma análise do fabricante durante 45 dias conforme lhe informou o gerente. Descobriu também, que o monitoramento do produto compete ao fornecedor e não ao consumidor, razão pela qual não pode ser obrigado a apresentar a nota fiscal para fazer a reclamação.

 

Assim, Consuminho solicitou um comprovante de que havia deixado as camisas na loja, o que foi negado pelo gerente, quando Consuminho então solicitou fosse dado recebimento a uma solicitação de imediata restituição do valor pago já alertando que caso não assinasse o recibo de solicitação ali apresentado, enviaria o mesmo pelo Corrreio e registraria uma ocorrência na Delegacia de Defesa do Consumidor para que fosse investigada a prática de crime contra as relações de consumo.

 

Diante da atitude de Consuminho, o gerente resolveu atender ao seu pleito e restituiu o valor pago devidamente corrigido, crédito que Consuminho optou por fazer uso na própria loja na compra de outros produtos.

 

Faça você também como Consuminho e quando comprar um produto de vestuário e este apresentar problema exija de forma imediata e alternativa, uma das opções que o Código de Defesa do Consumidor lhe oferece: a troca do produto por outro semelhante e novo, um abatimento do preço ou ainda, a restituição do valor pago devidamente corrigido.  Agindo assim, estará contribuindo para a melhoria das relações de consumo.

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