A visita

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Acordou mais cedo e pediu o café da manhã. Comeu a fruta e as torradas, sorvendo o líquido da xícara. Preparava-se para receber a visita semanal do filho. “Não sei para que tudo isso”, pensou a acompanhante. Com o seu melhor vestido e os cabelos brancos arrumados, sentou-se na poltrona e fixou os olhos cansados, de óculos, na porta.

Ao barulho de cada carro, o seu coração batia mais forte. Já perto do meio-dia, alegrou-se com a chegada do filho, um homem elegante. Ele cumprimentou a mãe e antes de se sentar, atendeu ao celular.

A mãe balbuciou “almoce comigo”, mas ele  falava novamente ao celular. Levantou-se. Disse algo que ela não ouviu direito. Sentou-se de novo e, quando ela ia falar alguma coisa, desculpou-se e disse que teria de ir embora, um compromisso inadiável. A velhinha parecia sorrir, mas uma lágrima teimava em lhe denunciar.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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