Anjo Torto II, caos na PM e padre Jerônimo

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Um anjo teimoso – parte II, por Ailton F. da Rocha*

 

Laura é o nome do nosso anjo teimoso, uma jovem autista com vinte e poucos anos, de beleza incomum, cabelo volumoso e ondulado, pele morena e olhos castanhos amendoados. Pequena para a idade, mas grandemente graciosa. Gosta especialmente de música, dança e de ter contato com animais e plantas, especialmente de observar os pássaros. Adora passear, ouvir conversa entre adultos, apesar de não saber falar. Possui uma memória fotográfica esplendorosa, como também sensibilidade muito aguçada com relação ao choro de criança, ao ponto de quando ouví-la chorando, também chorar. Laura marcha conforme o ritmo de um tambor desconhecido que atende a um mundo muito diferente do nosso.

 

O autismo foi descrito quase simultaneamente por Leo Kanner e Hans Asperger nos anos 40, mas o primeiro parecia vê-lo como um desastre consumado, enquanto o segundo achava que podia ter certos aspectos positivos e compensatórios – uma “originalidade particular de pensamento e experiência, que pode muito bem levar a conquistas excepcionais na vida adulta”.A causa do autismo tem sido motivo de discussão. Sua incidência é de um em mil, ocorrendo em qualquer lugar do mundo com características notavelmente constantes até nas culturas mais diferentes. O autismo é um mistério sobre o qual a nossa ciência ainda sabe relativamente pouco.

 

Passados os primeiros momentos da revelação de um problema sério, necessário se faz aprender a conviver com ele como se fosse algo natural.  É preciso continuar vivendo, paralelamente em busca de uma solução. Foi assim que aconteceu na situação de Laura, filha única, cujas limitações já puderam ser observadas logo nos primeiros dias de vida e só foram realmente diagnosticadas quando ela tinha cerca de três anos, após realizar uma bateria de exames e termos consultado à época os melhores especialistas na cidade de São Paulo.

 

É verdade que, curiosamente, a maioria das pessoas fala apenas de crianças autistas e nunca de adultos, como se de alguma forma as crianças simplesmente sumissem da face do planeta. Mas embora possa haver de fato um quadro devastador aos três anos de idade, alguns jovens autistas, ao contrário das expectativas, podem conseguir desenvolver uma linguagem satisfatória, alcançar um mínimo de habilidades sociais e mesmo conquistas intelectuais. O que sabemos de fato é que pessoas autistas não são simplesmente incapacitadas, muitas têm, na verdade, capacidade diferente.

 

A caminhada exige paciência, perseverança dos pais, familiares, amigos e professores e de todos aqueles que se empenham para que ela se comunique com o mundo. Muitas competências se unem para tirar o autista do mundo fechado em que vive.Nossa origem humilde talvez tenha nos ensinado a não desanimar e a superar obstáculos com empenho redobrado. Aprendemos, ao longo da vida, que é preciso não perder a esperança. Força de vontade pode ser um remédio milagroso.

 

Vivemos muitos anos nos perguntando: “Por que nós?” Sempre fomos pessoas generosas, livres e de bons costumes. Várias respostas passaram por nossas mentes, mas uma delas, que considero bastante válida, é que só as pessoas especiais conseguem agüentar a dor e a felicidade de ter uma filha diferente. É preciso força para assumir uma tarefa que exige dedicação cotidiana.Hoje, essa pergunta já ficou para trás. Acreditamos que não devemos parar nunca. É sempre preciso caminhar, olhando para frente, deixando o passado no seu devido lugar,e, construindo o futuro.

 

Às vezes, a família esconde o filho portador de necessidades especiais, tentando evitar a discriminação e o preconceito. É muito duro enfrentar a incompreensão, mas a fuga não é o caminho certo. É preciso olhar de frente quem de lado nos olha e mostrar que todos os seres humanos têm o direito a usufruir as coisas boas desse mundo.Podemos apenas especular que o autismo de Laura seja uma missão espiritual, um contrato de alma que ela fez para abrir os corações das pessoas para elas mesmas, para as outras e para Deus.

 

Superintendente de Recursos Hídricos da SEMARH e Presidente do Fórum Pensar Cedro (afrchoa@infonet.com.br)

 

Caos na PM:  curso “post mortem”

Enquanto o secretário João Eloy conseguiu implementar um outro ritmo na SSP, na PM ele não comanda. Aliás, não dá nem um “pito” nem mesmo na parte financeira. O caos é tão grande que o setor de pessoal da PM, conhecido como PM-1, relacionou até policiais mortos para realizarem cursos previstos para o ano de 2010.  Até hoje apenas conhecia a promoção “post mortem” como reconhecimento aqueles PMs tombados em cumprimento do dever, mas cursos “post mortem” (na relação para fazer curso de sargento foi publicado no meio dos nomes dos PM´s um que já morreu), nunca se viu. mas com a modernidade da internet nos dias atuais, quem sabe a PM de Sergipe não tem um link com o céu.

 

130 licenças especiais

Recentemente este jornalista escreveu sobre o caos na PM, em razão da insatisfação de seus membros com a atual gestão, pois bem no boletim de ontem (28) da PM, mais 130 PM`s pediram para gozar a licença especial durante 3 meses. Isso representa um impacto considerável no policiamento ostensivo no estado. Nunca antes na historia da PM tantos policiais militares pediam licença especial ao mesmo tempo, muitos deixavam pra gozar quando estavam indo pra reserva. Tudo isso é reflexo da falta de política de pessoal na corporação.

 

Ainda o caos na PM

É publica e notória a falta de promoções na PM, pela não existência de vagas, todavia estas vagas existem de fato, pois ao longo dos anos se foram criando unidades na corporação,  mas sem a devida previsão legal, como o ocorrido no boletim nº 16 de 28 de janeiro, que cria uma unidade no interior do estado, GATI, grupo de ações táticas do interior. Como não há previsão legal, não há como promover os policiais militares a postos e graduações superiores lotados em algumas unidades da PM. A exemplo da corregedoria, ouvidoria, batalhão de choque, dentre outras , que existem de fato, mas não de direito, policiais lotados nas mesmas não pertencem aos quadros das respectivas unidades, o que impede a ascensão funcional.

 

CIOSP: aguardem na segunda, 01

O artigo sobre o CIOSP da sexta-feira foi grande, inclusive com informações prestadas nas emissoras de rádio sobre as nomeações políticas para o local. Tem até sobrinha de coronel da PM. Na segunda-feira, 01, o blog publica mais informações sobre o CIOSP. Na verdade, parece que o governador não foi informado de todas as mudanças que fizeram no local. Um dos poucos que estavam dando certo na administração de Kércio Pinto.

 

Padre Jerônimo I

O padre Jerônimo, que prestava seus serviços sacerdotais na Catedral há seis anos, por problemas pessoais pediu afastamento das atividades do ministério sacerdotal. Padre Jerônimo já estava para mudar de paróquia, já que de seis em seis anos, isso acontece normalmente. Comunicativo, suas missas levavam muitos fieis as igrejas onde passou em Aracaju e vários municípios de Sergipe onde atuou por 12 anos.

 

Padre Jerônimo II

Independente do caminho que ele escolherá a partir de agora, uma certeza: é preciso respeitar o trabalho realizado por ele, seja quem for, independente de religião e tudo mais. Um padre não é santo e tem seus problemas pessoais como qualquer um. E se alguns não compreendem, devem pelo menos respeitar. Quem não tem pecado que atire a primeira pedra.

 

R$ 12 milhões para a pequena produção

O governo do Estado, através da Sedetec e da Seides, em parceria com o BNDES, vai investir R$ 12 milhões nos Arranjos Produtivos Locais (APLs) de baixa renda sergipanos. O acesso aos recursos se dará por meio de edital de seleção de projetos que podem contemplar infra-estrutura, inovação e apoio a comercialização. Para elaboração dos projetos concorrentes, técnicos da Sedetec e da Seides irão aos oito territórios do Estado auxiliar cooperativas e associações que representem APLs de baixa renda. Podem concorrer projetos com valor mínimo de R$ 50 mil e máximo de R$ 300 mil, a serem investidos em obras e instalações; equipamentos, móveis e utensílios; capital de giro e capacitação.

 

Posse novos secretários I

O governador Marcelo Déda vai empossar na próxima terça-feira, dia 2, em horário e local s ser divulgado posteriormente, os novos secretários de Estado do Meio Ambiente (Semarh), Genival Nunes, da Assistência, Inclusão e Desenvolvimento Social (Seides), Luci Silva, e da Saúde (SES), Mônica Sampaio.

 

Posse novos secretários II

O convite aos novos secretários foi aceito prontamente. Eles substituirão Márcio Macêdo, Conceição Vieira e Rogério Carvalho, que ocupavam as três pastas, respectivamente. Atualmente, Genival Nunes preside a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), Luci Silva é secretária-adjunta da Inclusão Social e Mônica Sampaio é presidente da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS).

 

Galo do Augusto Franco I

No próximo dia 06 de fevereiro, a partir das 15h, as ruas do Augusto Franco serão tomadas pelo bloco “O Galo do Augusto Franco”. Pela primeira vez o evento tem o atrativo de um galo de aproximadamente 4m percorrendo 3 km do bairro e animação ficará por conta de bandas de frevo. Lembrando que o acesso é livre. Use a imaginação e venha com sua própria fantasia. O galo está sendo criado pelo renomado artista plástico Anselmo Seixas e trás como presidente honra o saudoso Buidé da Energipe que foi um grande carnavalesco. De acordo com os organizadores a expectativa do evento é de 5 mil pessoas entre crianças, adultos e idosos.

 

Galo do Augusto Franco II

A concentração será na Canal 5, próximo ao colégio Portela e o encerramento será no mesmo local. Segundo o organizador, Max Prejuízo, o maior intuito do evento é resgatar o carnaval de rua em família. “Até hoje tenho boas recordações da minha infância percorrendo as ruas atrás dos frevos. Acredito que será a retomada do tradicional carnaval de rua da cidade. Animado por confetes, serpentinas, fantasias e muito frevo no pé. O evento tem o apoio do Governo do Estado e da Prefeitura Municipal de Aracaju.

 

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Frase do Dia

“Seja fiel nas pequenas coisas porque é nelas que mora a sua força”. Madre Teresa de Calcutá.

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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