Café Pequeno-Nuclear Não!

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Em meus tempos de militância estudantil, lá pelos idos de 1982, uma das camisas que literalmente vesti foi a de: -Nuclear Não!

 

Naquela época a questão ambiental já causava furor no meio universitário e nos arrebatava, a ponto do patrono de formatura da minha turma ser a Cahoeira Sete Quedas, queda d’água submersa na construção da Hidrelétrica de Itaipu.

 

Jamais poderia supor, eu, que, 26 anos depois, esse fantasma viria arrastar correntes na minha pacata vidinha no estado, cuja capital se orgulha de ter o melhor índice de qualidade de vida do país.

 

Impensável que, pós Chernobyl, num momento em que o mundo inteiro se mobiliza na pesquisa de energias limpas e alternativas, esteja Sergipe a almejar a vinda de uma usina termo-nuclear para seu exíguo território.

 

Já não basta termos engolido seco na obra de transposição do Rio São Francisco, aventura de desfecho incerto?

 

Porquê será que nossa representação política fica tentando engatar a marcha ré?

 

-Pacifistas e ecologistas de Sergipe uni-vos!

 

Taí um bom motivo para voltarmos a empunhar as nossas legítimas bandeiras.

 

Eu da minha parte, vou correndo tratar de tirar a minha surrada camiseta Nuclear Não! do armário.

 

Mercado Antonio Franco-Redescobrindo Sergipe-Foto Ana Libório

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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