Computação na nuvem (parte 1)

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Em março do ano passado abordei o tema computação nas nuvens aqui mesmo na coluna, praticamente um ano depois, volto ao tema para dizer que, durante esse tempo, as empresas pouco se prepararam para uma mudança que cedo ou tarde vai acontecer.

Entretanto, várias pesquisas, incluindo o Gartner, apontam que o ano de 2011 será mesmo de investimentos de TI voltados para a computação na nuvem. A pressão nos departamentos de TI nas empresas está cada vez maior. As empresas querem setores de TI fortes e que possam atender rapidamente às mudanças nos negócios, mas ao mesmo tempo esses setores precisam “gastar” pouco. É o famoso fazer mais com menos. Aliás, uma frase ridícula. Pelo menos no contexto que está sendo utilizada. Um melhor contexto para essa frase para poderia ser: vamos levar para a nuvem tudo que não for crítico da empresa. Dessa forma, podemos fazer mais pelo negócio e fazer menos pelos supérfluos da área de TI.

A questão em debate é achar o que é esse supérfluo dentro do setor de TI. Todo setor de TI tem, mas tem muita gente que acha que não. Não existe uma forma única de encontrar serviços de TI que possam deixar de ser responsabilidade da própria empresa. Até porque as prioridades de cada empresa são diferentes. Já conheci empresas que por dinheiro nenhum no mundo levariam seu serviço de email para a nuvem, enquanto outras pagam fortunas para ter esse serviço bem longe delas.

O maior problema é mesmo a soberba por parte da área técnica de TI. A sensação de perda de controle somada com o “isso eu sei fazer” leva, muitas vezes, a nem pensar na possibilidade do uso de serviços na nuvem. Exatamente por esse motivo a alta administração das empresas acha que os técnicos de TI não estão alinhados com o negócio. A área de TI tem que ser vista como um negócio que apoia o negócio e não apenas como uma área técnica.

Continua… (na próxima semana)

 

MSN mais próximo do Facebook

A Microsoft informou que a partir do chat que roda dentro do Facebook será possível conversar com os amigos cadastrados no MSN. Para fazer isso basta conectar o serviço do Windows Live com o Facebook. Os mais apressados poderiam pensar que a M$ está dando um tiro no pé, já que o MSN será torna “dispensável” rodando dentro do Facebook, mas não custa lembrar que a M$ tem uma fatia de 5% da empresa do Zucherberg.

 

PNBL

A ideia do governo é massificar o acesso à internet subvencionando o valor cobrado. Segundo o ministro Paulo Bernardo, ter banda larga deverá custar em torno de R$ 30,00 caso os estados abram mão da cobrança de ICMS. Se a ideia é massificar, o valor de R$ 30,00 ainda é alto, principalmente sabendo que essa “banda larga” não deve ser lá muito rápida. No nosso estado, que nem tem uma concorrência decente, temos planos de R$ 39,00. Acorda ministro!

 

A briga segue acirrada

Não estou falando da briga do Anderson Silva com o Vitor Belfort. Estou falando de uma briga muito mais agressiva e que vale centenas de milhões de dólares. A Microsoft está sendo acusada pelo pessoal de Google de nada menos do que plágio no seu principal produto – o buscador. Ainda não tive tempo de ler muito sobre o assunto e não queria me posicionar e ser injusto. Prometo que volto ao assunto na próxima semana.

 

Comercial Darth Vader

Meu amigo Iran (@iranzirotama) me mostrou esse vídeo do YouTube de uma propaganda da Volkswagen. Nada a ver com tecnologia, mas achei o vídeo de uma inteligência incrível. Fora a parte humorística. Confira aqui.

 

Tweets da semana

@Deluca Universidade do Rio distribuirá 100 mil tablets aos alunos #tablet #educação http://t.co/I6gQMyO via @idgnow

         Preparem-se. A tecnologia vai invadir a educação.

@itboardbr RT @CIObrasil: Governo fará censo para avaliar apagão de mão de obra de TI http://bit.ly/eiuWrM

         Já deveria ter sido feito a algum tempo. Faça logo antes que seja tarde.

@bomdiaporque Sarney acaba de ser reeleito Presidente do Senado. Cadê o povo do Egito quando se precisa dele?

         Bem que poderíamos ir para as ruas assim como no tempo das diretas e do Collor.

@olhardigital Tradutor automático para Skype: converse em vários idiomas! http://bit.ly/fBb9Zj

         Estamos caminhando mesmo nessa direção.

@ammenendez Ensinar Java é fácil. Quero ver ensinar isso aqui.

         Quer souber a fórmula me ajude!

 

 

Comentários da semana passada

Semana passda batemos o record absoluto de comentários. Além desses comentários escritos diretamente na coluna, tem vários tweets que passarei também a reproduzir a partir da próxima semana. Emails é que não tem mais… Prova de que pouco a pouco vai sendo deixado de lado para iterações mais rápidas.

 

Em “É uma Brastemp”. Antigamente, para expressar sua indignação o consumidor chegava a extremos como queimar carros e eletrodomésticos para conseguir visibilidade de 15 segundos para o seu protesto no noticiário. Com o youtube o protesto é visto por tempo ilimitado e atinge milhões de pessoas, de graça ou por um custo irrisório. Outra coisa importante é que as pessoas acreditam no que vêem no youtube (mesmo quando não é verdade). Esse é o temor das empresas.
Wilhelm Rodrigues Resp. Vamos torcer para que cada dia apareçam mais serviços para nós (os consumidores).

E falando sobre o vasco, eu vi uma piadinha infame mas engraçadinha esses dias. Sabem qual a diferença entre a letra i e o vasco? R – A letra i ao menos tem um pontinho. Joselito Resp. Agora eles têm 4 pontos!

Muito boa a coluna. Um cenário desses no Brasil seria realmente catastrófico, já que somos grandes usuários de redes sociais. Mas mostra também que quando as pessoas se unem em torno de um objetivo, não há obstáculo que atrapalhe. Em relação a Brastemp eu não pude ver o vídeo pois o youtube é bloqueado aqui. E quanto a Fergie, ela seria mais do que uma diretora, ela seria uma musa inspiradora da criatividade dos trabalhadores da intel.
Joselito

Andrés, na época da ditadura aqui no Brasil se fechavam as gráficas “clandestinas” que era a forma mais rápida de se divulgar informações. Como você disse, ainda bem que essa fase já passou aqui. É notável a força das redes sociais contra as ditaduras políticas e econômicas, como foi o caso da Brastemp. Isso pode ser um bom sinal de que o velho jargão “A união faz a força` ainda é atual.
Luiz Augusto Ruiz Resp. Você pegou o espírito da coluna. Não é que as redes sociais irão derrubar a ditadura. Com elas podemos nos comunicar de uma forma mais simples e rápida. É disso que as ditaduras têm medo. É só olhar o exemplo da China.

 

Vou ficando por aqui. Não deixe de fazer seu comentário ou mandar um email para andresmenendez@infonet.com.br. Se você é mais descolado mande um tweet, quem sabe não sai nos tweets da semana: www.twitter.com/ammenendez

 

Em tempo: Não era desse jeito que o Senna deveria voltar para a F1. Vamos Kubica!

 

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