Crime na praia

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Izaltino amanheceu nervoso. Não quis nem tomar o café da manhã, era dia de domingo e não iria trabalhar, mas isso não era motivo para dispensar seu café da manhã, já posto na mesa da cozinha, por sua mãe, zelosa como sempre, a agradar os filhos com as comidas da preferência de cada um:  Izaltino mesmo, pela manhã gostava de cuscuz com ovos estrelados na hora, no fogão ali perto da mesa. Mas Izaltino nem entrou na cozinha e mal falou com a mãe. Ela presentiu, naquele momento, um mau agouro: por que seu filho, justamente o mais educado, não falara com ela, dera apenas um muxoxo, que ninguém entendeu e saiu porta afora, vestindo bermuda e uma camisa sem manga, calçando sandálias. Ela e a família somente souberam que Izaltino fora à praia da Atalaia Nova, lá na Barra dos Coqueiros, quando trouxeram o seu corpo, informando os que vieram que o cadáver talvez precisasse ir para o IML. O rapaz estava todo sujo de sangue e apenas avisaram que ele fora tomar satisfação com um sujeito que morava na Barra. Ninguém sabia o motivo. Sem saber o que fazer, a mãe pegou um pano molhado e começou a passar no corpo inerte do filho.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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