Doença Imaginária: hipocondria tem controle e pode ser curável?

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“Se você faz o que sempre fez, você obterá o que sempre obteve.” (Anthony Robbins )

Algumas pessoas, que hoje em dia são milhares, talvez milhões em todo o mundo, apresentam doenças imaginárias e recebem o diagnóstico, ou melhor, a definição de hipocondríacos.

Os hipocondríacos se queixam de forma insistente e contínua de males que estão apenas em sua imaginação, mas na realidade eles sofrem muito e devem, com certeza, ser levados a sério.

A hipocondria é o “medo patológico da doença grave”,que os psiquiatras classificam entre as neuroses ditas atuais,quando o conflito está ligado a uma insatisfação atual (desencadeada ou reforçada por um estresse), sem obrigatoriamente ter uma ligação com a infância.

Não se nasce, torna-se hipocondríaco.

E de preferência após os 30 anos entre os homens e os 40 anos entre as mulheres. ( com exceções é claro).

Torna-se muito difícil fazer um retrato típico do hipocondríaco, mas, em todos, há uma ansiedade (acentuada por um estresse), associada a um temperamento narcisista.

Nota-se também com freqüência uma personalidade estanque e teimosa, com tendência à depressão,salientando de que colabora ainda mais o fato de ter vivido em ambiente de doenças (pai e mãe que sofreram) ou ter antecedentes familiares com hipocondria.

O hipocondríaco é alguém que tem dificuldade em se relacionar com os outros e, inconscientemente, ao incorporar este mal-estar difuso, faz do corpo sua única preocupação.

Sempre à procura de sinais, o menor sintoma pode torna-se uma doença grave.

Queixoso e temeroso, o hipocondríaco busca segurança.

Mais do que um alívio para seus males, procura um médico para ser reconfortado e aliviado de seus medos.

Devemos sempre considerar de que a hipocondria é uma doença que se trata pela comunicação e acima de tudo pelo respeito ao paciente.

Com explicações convincentes,com toda a certeza Ele irá sair do consultório autoconfiante e satisfeito.

A um hipocondríaco, é preciso explicar por que sua mancha no braço ou na mão não pode ser um câncer de pele; porque seus problemas de estômago não necessitam de uma quimioterapia etc.

Devemos frisar de que quanto mais detalhes lhe forem dados, mais se sentirá levado a sério e preparado para aceitar conselhos.

A hipocondria ataca em graus variáveis; desde o que se queixa com freqüência até o obcecado por um medo constante da doença e da morte.

Se o primeiro pode com certa “facilidade” curar com uma interlocução adequada, firme e incisiva do médico, e que consiga lhe restituir a segurança de que está saudável, o segundo necessita de um tratamento psicoterápico, em geral de longo curso.

Os hipocondríacos não são farsantes, nem doentes imaginários, não…Eles devem ser muito acolhidos e respeitados,pois em geral são atacados pela imaginação,sofrendo muito (psiquicamente),podendo por causa disso e ficar sob grande aflição.

Quanto à “agressividade” encontrada em alguns, com frequência é porque foram incompreendidos ou magoados por seus familiares, amigos ou um médico que não soube ouvi-los adequadamente e levá-los a sério.

E é a partir dessa ferida que desenvolve-se uma tendência à paranoia (por vezes subjacente), nesses casos o paciente pensa então que o médico é incompetente ou não quer curá-lo.

Nessa Fase Ele perde a confiança no Profissional da Medicina e vai confrontar trinta diagnósticos de diferentes especialistas para ter certeza de que não foi negligenciado.

Tratar um hipocondríaco significa doar tempo, paciência e muita dedicação ao seu problema clínico,e para isso, devemos reconhecê-lo no sentido de poder realmente ajudá-lo.

Reconhece-se o verdadeiro hipocondríaco pelo tamanho de sua ficha médica,pois costumam frequentar médicos, descrevendo com precisão o caráter de seus problemas: datas, horas, o que comeu nesses dias etc.

Tal meticulosidade e organização, a pessoa constrói como antídoto às suas angústias,controlando o que pode, o ansioso tem a impressão de estar tudo sob controle e assim pode se proteger.

Voltados sobre si mesmos e seus sintomas, os hipocondríacos cortam toda a relação social, sendo que de uma maneira geral, os sintomas ficam

mais centrados nas vísceras abdominais, tórax, cabeça e pescoço,ou seja, as zonas prediletas de problemas psicossomáticos.

Mas existem tratamentos,em grau mais leve, um clínico geral pode se ocupar do doente,por exemplo às vezes, um antiácido dá conta de problemas gástricos,porém quando o sofrimento é maior, o paciente deve sempre ser orientado para um psicoterapeuta.

Com toda certeza haverá resistência,porque o hipocondríaco sempre quer antes resolver o problema físico.

Por conseguinte será preciso um grande sofrimento psíquico para que ele se abra a um especialista, que ouvirá a descrição dos sintomas.

À medida que o tratamento avança, vai se dissociando o lado médico do emocional,por que ao tomar conhecimento dos problemas psicológicos, os físicos acabam se resolvendo.

Métodos de relaxamento são de grande ajuda, pois o trabalho é exercido sobre um corpo agredido (pela doença) que precisa relaxar.

Um corpo com o qual o hipocondríaco mantém uma relação conflituosa (narcisismo e sofrimento).

O médico pode prescrever antidepressivos ou ansiolíticos em caso de depressão grave e crises de ansiedade que o tornam inválido.

Tanto a hipocondria é uma doença verdadeira que, recentemente,clínicas foram abertas na Alemanha e na Noruega exclusivamente para suas vítimas, onde são feitas terapias comportamentais reconhecidas como eficazes para o tratamento dessa ansiedade.

O médico deve lembrar-se sempre que a “dor invisível” é geralmente a que mais dói, e é também a mais difícil de curar.

Mas certamente o amor ao próximo aproxima de forma efetiva e resolutiva o médico da cura do hipocondríaco.

Uma Boa Semana com tenacidade para resolver os problemas e paz para conviver com o que não conseguimos solucionar.

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