Esqueceram de mim

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O Instituto Dataform, que ontem à noite inaugurou sede nova prometendo um novo ciclo de pesquisas em Sergipe, cometeu um grave equívoco na primeira consulta política realizada este ano: esqueceu de relacionar entre os prováveis candidatos a prefeito de Aracaju, o deputado Adelson Barreto (PSB), muito bem cotado em todas as pesquisas anteriormente realizadas. Nem precisa dizer que o prefeiturável ficou tiririca com a desfeita: “É legítimo que todos os pré-candidatos tenham seus nomes colocados à disposição do eleitor, inclusive o negrinho do Manoel Preto”, exigiu Adelson, referindo-se ao bairro periférico onde reside. Seguramente não houve má fé do Dataform, mas um sério equívoco, que depõe muito mal para uma empresa que acaba de inaugurar um novo ciclo, após 20 anos de experiência.

Há vagas

E aí, está desempregado? Que tal ser secretário ou dirigente de órgãos público? Pois comece a mexer os pauzinhos para tentar uma das quatro vagas abertas no 2º escalão e no secretariado do prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PC do B). Dependendo de sua força política, você pode substituir Sílvio Santos (Saúde), Antônio Samarone (Transporte e Trânsito), Lucimara Passos (Emsurb) ou Jeferson Passos (Finanças). Os quatro renunciaram para disputar as próximas eleições.

Mulher de fibra

A deputada estadual Goretti Reis (DEM) recebeu ontem na Assembleia a visita do ex-governador João Alves Filho (DEM). Ele foi agradecê-la por ter recusado aderir à bancada governista como pretendia parte de sua família. “A senhora teve um gesto altaneiro, raro na vida pública”, discursou o líder demista. Há quem garanta, contudo, que a decisão de Goretti visou agradar mesmo foi aos irmãos Amorim.

Bênção papal

E por falar nos irmãos Edvan e Eduardo Amodim, os dois se encontram em Roma, na companhia da deputada estadual Susana Azevedo (PSC) e do 2º suplente de senador Cacá Andrade. Os quatro foram passar a Semana Santa mais próximos do Papa, e devem recarregar as baterias para a dura empreitada eleitoral que os espera em Sergipe.

Fora de lei

Quando será que a Secretaria da Segurança Pública vai cumprir o Decreto 16.061, que diz ser o cargo de diretor do Hospital da Polícia Militar privativo de coronel? Quem está na função é o tenente-coronel Lincoln Narcelo, apesar de a PM ter em seus quadros o coronel médico Marcos da Silva Gomes. Na tentativa de corrigir o equívoco, o promotor de Justiça João Rodrigues Neto recomendou a substituição do diretor, mas até agora tanto a SSP quanto o comando da PM fizeram ouvidos de mercador.

Novidade Vivo

A Vivo recepciona hoje à tarde convidados e jornalistas para apresentar a nova tecnologia em internet móvel, que representará um grande avanço na experiência de navegação dos usuários do serviço no Brasil. A novidade vai ser apresentada por Marcelo Tanner, diretor territorial da Telefônica Vivo. Será a partir das 16h30, na
Cafeteria Feito a Grão, no Shopping Riomar.

Nos States

Nem bem retornou da Índia, onde integrou a comitiva da presidente Dilma Rousseff (PT), o governador Marcelo Déda (PT) já pensa em dar uma esticadinha aos Estados Unidos. Ele foi convidado pelo Banco Mundial para participar, no próximo dia 10 de uma reunião daquela instituição financeira. Durante o encontro em Washington, acontecerá a assinatura de convênios para que o banco libere 3,5 bilhões de dólares para os estados nordestinos. É muita grana, sô!

Mais arejado

E quem estreou hoje coluna nova no Jornal da Cidade foi o poeta Araripe Coutinho. Com texto leve e repleto de novidades, ele faz a alegria dos leitores, além de deixar as páginas do sisudo JC bem mais arejadas. Sucesso, amigo!

Herói do sertão

Bastou um chutão na bola para o adolescente “Rinha” ganhar notoriedade nacional. Ele foi o gandula que impediu o segundo gol do Clube Sportivo Sergipe contra o Guarany de Porto da Folha. Somente ontem, o garoto travesso ganhou generosos espaços na rede Globo de Televisão e na Globo News. Virou o herói do sertão. Tivesse idade, “Rinha” se candidatava a vereador e se elegia com os pés nas costas, ou melhor, na bola.

Do baú político

Nunca em Sergipe o governo sofreu uma derrota tão humilhante como nas eleições de 1992 para a Prefeitura de Aracaju. De um lado da disputa estava o ex-prefeito Jackson Barreto (PDT), e do outro quatro candidatos, sendo que o mais forte era o deputado estadual Reinaldo Moura (PFL), apoiado pelo governador João Alves Filho (PFL) e por uma ampla coligação partidária composta pelos PFL, PSDB, PMN, PL, PDS, PRP, PSD, PRN, PDC. Só não se uniram aos governistas o PMDB de José Carlos Teixeira e o PT de Marcelo Déda, porém estes partidos também lançaram candidaturas próprias (Luiz Mitidieri e Ismael Silva). O quinto candidato foi Clovis Silveira (PTB). O único apoio de peso que Jackson recebeu foi do ex-governador Antônio Carlos Valadares (PST). Contudo, este optou por uma discretíssima participação na campanha. Além da máquina do Estado e do poder econômico, Barreto ainda enfrentava a oposição do prefeito da capital, Wellington Paixão, e lutava na Justiça para manter sua candidatura, impugnada pelo TRE e só restabelecida quase um mês depois pelo TSE. Tudo parecia conspirar contra o ex-prefeito, mas era a campanha de Reinaldo que fazia água a olhos vistos. Apurado o pleito, Jackson venceu com 66,92% dos votos, enquanto o candidato governista obteve apenas 5,24%, só ficando na frente de Clovis Silveira (1,47%) e bem atrás dos votos brancos e nulos. Foi um massacre.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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