João Alves e a missa anunciada

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A notícia veiculada pelo radialista Gilmar Carvalho, de que o ex-governador João Alves Filho (DEM), prefere discutir a chapa majoritária somente no próximo ano, mostra que o futuro político dele depende em muito da defecção no grupo da situação comandado pelo governador Marcelo Déda.

 

Quando se noticias que João Alves prefere que Albano Franco deixe para definir se é candidato ou não ao Senado no próximo ano é porque ele está apostando todas suas fichas num rompimento do grupo de sustentação de Marcelo Déda e sonha com a possibilidade em ter de volta em seus braços o grupo comandado pelo ex-genro, Edvan Amorim.

 

Alguns aliados de João Alves já têm até mesmo a chapa dos sonhos do ex-pefelista: ele para governador, tendo como candidatos ao Senado Federal José Carlos Machado e Eduardo Amorim e de quebra Nilson Lima como candidato a vice. O sonho de João Alves em conquistar de novo o grupo de Amorim é porque além do PSC e do PR viriam também diversos partidos nanicos.

                                                                                                                                  

Na foto de César de Oliveira.Albano e Eduardo Amorim. João torce que Amorim volte aos seus braços para dar um nocaute em Albano.

Todo mundo sabe que João Alves é pragmático até demais. Ele recusa-se a admitir que a verdade é o reflexo da realidade objetiva na consciência. Se com o poder em 2006 e com o grupo de Amorim apoiando ele perdeu, imagine em 2010 sem o poder e com o grupo retalhado por conta dos interesses pessoais de muitos que só pensam no poder pelo poder. João Alves tem hoje poucos fieis seguidores que não lhe deixaram e mantém a mesma fidelidade.

 

Ao anunciar sem querer a sua missa, ou melhor, sua estratégia, João Alves Filho demonstra que não conseguiu controlar todo o seu grupo e está enfraquecido para uma disputa ao governo estadual. A missa anunciada do ex-governador pode decretar que se ele não conseguir a cisão no grupo governamental restará disputar uma das vagas de senador, com reais chances de vitória.

 

A probabilidade de João Alves ser candidato ao governo se não houver rompimento no grupo de Marcelo Déda é pequena. E essa probabilidade não é de boca para fora é baseada em um conjunto de fatos concretos. A candidatura de João Alves não passa apenas por uma decisão dele, passa pela necessidade objetiva da formação de uma coligação com reais chances de vitória.

 

Chapão faria 20 deputados

Se depender da maioria dos partidos que compõe a base de sustentação do governo estadual será feito um grande chapão para a disputa da Assembléia Legislativa. Pelos cálculos este chapão fará 20 deputados. Entre os possíveis eleitos Gilmar Carvalho que tem uma média de votos acima de 15 mil.

        

Esclarecimento

O vereador Diogenes Junior, de Tobias Barreto, esclareceu que a emissora Luandê FM não foi a responsável por espalhar o boato de que o governador tinha falecido na última sexta-feira, mas pelo contrário, o locutor falou no ar do boato e disse que não existia nenhum fundamento. Segundo Diogenes, o problema maior foi porque pessoas do grupo da prefeitura de Tobias Barreto, ligaram para o secretário Cauê passando a informação distorcida. Por isso a rádio colocou o próprio Cauê no ar para falar sobre o assunto. Para Diogenes Junior os partidários do prefeito de Tobias Barreto, Dilson de Agripino, estão preocupados com a audiência da emissora na região e tentam a todo custo criar problemas para a rádio.

 

Citação publicada no JC de domingo

Edital de Citação do TJ: parte autora: Ana Maria do Nascimento Alves e Mendonça e José de Araujo Mendonça Sobrinho. Finalidade: citar os possíveis credores do casal, com prazo de 30 dias, para tomarem conhecimento da presente ação de Modificação de Regime de Bens, promovida pelas partes acima referidas, bem como acompanhar o presente feito em todos os seus termos, atos e incidentes, até o seu final julgamento.

 

Continua o edital

 Alegações do pedido: as partes alegam que a vida profissional de ambos podem ser prejudicadas me função do regime de comunhão parcial,  uma vez que um encontra-se em carreira pública (atualmente deputado federal0 e outro em atividade privada com ampla participação em diversos setores do mercado. Tal regime  coloca o marido na posição de proprietário  dos bens que a esposa venha a adquirir no futuro como empresária , bem como pode ser causa de embaraços à atividade privada da esposa. Portanto, requerem a modificação do regime de casamento de comunhão parcial de bens para o regime de separação total de bens. Advertência: não sendo contestada a ação, presumir-se-ão aceitos como verdadeiros os fatos articulados pelos autores. ( o blog republicou a citação porque a mesma é pública e trata-se de uma pessoa pública, neste caso o deputado federal Mendonça Prado).

 

Congresso Acadêmico

D & L Organização de Eventos Acadêmicos estará realizando nos dias 18 19 e 20 de novembro de 2009, o I Congresso de Sobre Aspectos Ecológicos e Sociais no Plenário da Câmara Municipal de Vereadores na cidade de Itabaiana. O evento está direcionado e aprovado pela Universidade Federal de Sergipe e Universidade Tiradentes para os seguintes cursos Direito, Administração, Serviços Social, Historia, Geografia, Biologia, Letras e Pedagogia. Locais de Inscrição: UFS, Unit, Cyber House e na Câmara de Vereadores de Itabaiana a partir do dia 18.

 

Publicações com selo da Editora do Diário Oficial I

A Empresa Pública de Serviços Gráficos de Sergipe (Segrase) vai lançar no dia 17 de novembro a Editora Diário Oficial, órgão suplementar da instituição que tem por objetivo contribuir com a divulgação da produção literária do Estado ao imprimir e editar obras com um padrão de qualidade através de um tratamento criterioso na editoração do texto, no design da capa, nas ilustrações e no formato final dos mais diversos segmentos do conhecimento.

 

Publicações com selo da Editora do Diário Oficial I

O propósito da Editora da Segrase é publicar obras de elevada relevância cultural para o Estado, assim como obras de caráter comercial, sem desprezar a qualidade dos conteúdos e atendendo as perspectivas mercadológicas. E os resultados financeiros alcançados são aplicados nas publicações com caráter cultural e educativo.

 

Litorâneos

Do escritor Ronaldson. Através de uma linguagem despojada e com um foco em nossa realidade marítima, Litorâneos, foi obra vencedora do Premio Santo Souza de Poesia/2006, patrocinada pelo Governo do Estado de Sergipe, através da Secretaria do Estado da Cultura.O livro é constituído por 138 páginas, divididas em três partes: Litorâneos, que intitula a obra  e fala sobre erotismo, praias, geografia, beleza do corpo, sol e nossas águas; Funduras & Frugais que são mergulhos nas profundezas do EU, da memória dos entes queridos e das frutas; e Mimos Mínimos, que são poemas curtos que remontam ao início da carreira de escritor.

 

Poço Redondo – A Saga de um povo

Saiba um pouco sobre as primeiras publicações da Editora Diário Oficial: Obra do historiador Alcino Alves da Costa, reúne em suas 349 páginas a história, fatos da política local, além da trajetória de grandes políticos sergipanos do maior município do Estado de Sergipe: Poço Redondo.Constituído por narrativas com relatos sobre a vida do povo da região, Poço Redondo – A Saga de um povo também conta o seu passado ligado a história do Cangaço, um doloroso episódio vivido pelo seu povo durante os anos do banditismo, comandado por Lampião.

 

De Portas Abertas

Escrito por Juraci Costa de Santana, De Portas Abertas foi a obra vencedora do Prêmio Núbia Marques (Contos), em 2006, patrocinado pelo Governo do Estado de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Cultura.As 207 páginas trazem contos curtos e ricos de sentidos, feitos com a paixão necessária para compreender um povo sofrido, onde o leitor encontrará reflexões incisivas sobre a arte de escrever, o compromisso com a obra literária, a experiência do poder e do amor e a luta de uma consciência pela definição dos dilemas humanos.

 

Jornalista Sergipano é destaque

O jornalista e documentarista Sergipano, radicado em Salvador, Fábio Salmeron, se destaca dentro do cenário audiovisual nacional. O jornalista acaba de ser selecionado com o documentário T*rans – entre o primeiro batom, a troca de roupa e a cara na rua, para a 14 Mostra Internacional do Filme Etnográfico, um dos mais importantes eventos no formato documentário no Brasil. O documentário de Fábio Salmeron foi selecionado em meio a inúmeros vídeos de todo o Brasil, ficando entre os 55 que farão parte do evento. A Mostra Internacional do Filme Etnográfico é um evento que tem como objetivo exibir documentários de caráter etnográfico, nacionais e internacionais, possibilitando um diálogo entre diferentes realizadores e suas cinematografias. 

 

Seleção 

Em Salvador, o jornalista foi selecionado entre 242 inscritos de todo o país para participar da Mostra do Festival 5 Minutos com o curta de ficção, “A Morte Me Passou a Perna”, um vídeo filmado em um único plano seqüência de cinco minutos. O Festival 5 Minutos é o maior evento na área de cinema da Bahia e um dos que mais se destaca nacionalmente.  A festival irá acontecer de 16 à 21 de novembro, às 20h – na Sala Alexandre Robato – Dimas – Diretoria de Imagem e Som, em Salvador. 

 

Bazar

A partir do dia 20 até o dia 22 estará em exposição caixas de presentes, sachês, conjuntos de toalhas,  panos de prato, bijouterias,bolsas,mandalas e artesanato em geral,  na rua Euclides Paes Mendonça,394, Condominio Costa do Sol  ( Em frente ao Il Piatto Pizzaria). Todos os trabalhos são de artesãs sergipanas com preços bastante acessíveis.

 

DO LEITOR

 

Respeito é bom e todos gostam. Será?

Do leitor Messias Gonçalves: “A sabedoria popular assim se expressa. Só tem respeito quem se dá respeito. Quem dá respeito, merece o respeito. Pois bem, neste momento em que atravessa o governador Marcelo Déda, delicada recuperação, oriunda de duas recentes intervenções cirúrgicas, eis que algumas pessoas, ditas corretas e sensatas arvora-se em levar neste momento, questões políticas, cujas definições só serão concretizadas, por volta das vinte e três horas do dia 30 de junho de 2010, quando encerram-se as convenções partidárias. Antes disso, o que vemos são os interesses pessoais, visando tão somente  a velha máxima da lei do Gerson. Levar vantagem em tudo. Talvez por isso tenha acontecido o lamentável fato, criado pela FM Luandê de Tobias Barreto, na última sexta feira, quando anunciou o falecimento do governador Ma rcelo Déda. As pessoas se espelham nos grandes. Muita das vezes, os pequenos cometem delitos, justamente por verem os maiores, as autoridades também fazendo. A diferença é que quando são as autoridades os que praticam, eles têm a seu favor os melhores advogados para defendê-los. Esperamos que como se trata do governador Marcelo Déda,  seria bom e proveitoso que a inteligência da polícia civil, entrasse neste caso para que a sociedade tenha conhecimento de onde partiu um boato dessa grandeza e que não venha a acontecer mais vezes, com qualquer um outro cidadão”.  Messias Gonçalves.

 

Sobre ética

Comentário de Saulo Henrique: “Talvez, para não sermos dogmáticos, ou com certeza, se quisermos seguir a ordinária experiência, seja essa falta de Ética que existe na Imprensa em geral o motivo claro para que não exista a necessidade de possuir um diploma para ser jornalista. Jornalistas não sabem o que é Ética, logo se entregam à corrupção cotidiana, são como qualquer outro, tanto faz! Se tivessem que conhecer o que é a Ética  jornalística, eles teriam que ser  filósofos! Porém, são meros jornalista…. Isso justifica, meu caro Claudio Nunes e leitores em geral,  que a hipocrsia,  a falsidade e os boatos circulem tão fácil e em todas as mídias! Bem como a cultura de merda que é vendida pelos meios de comunicação deste Estado!

Ou seja, como todos aqui são obrigados a irem ao pré-caju, porque a mídia e o poder nos impõe, que sejamos então completamente livres para dizer que o governador morreu, inclusive para defender ideias de bom gosto!”

 

ARTIGO

 

Deu em O Globo – A arma cinematográfica de Lula e Dilma

 

O filme “Lula, o filho do Brasil” conta uma história real que emociona e incomoda

 

De Elio Gaspari: O filme “Lula, o filho do Brasil” estreará em 500 cinemas no dia 1º de janeiro. As platéias chorarão de emoção e a oposição, de raiva. São 128 minutos de viagem pela história de um garoto que sai do sertão pernambucano, come o pão que o Diabo amassou, e chega à presidencia da República. É possível que algumas pessoas comecem a chorar já na fila para a compra de ingressos.

 

Deliberadamente épico, o filme arranca até a última lágrima da platéia. A epopéia foi lustrada pelos roteiristas e pelo diretor Fábio Barreto, mas não foi invenção deles. Ela está na essencia da história do filho de Dona Lindu.

 

“O Filho do Brasil” baseia-se no livro do mesmo título, de Denise Paraná, lançado em 2002. Ele reúne uma longo depoimento de Lula à autora, mais entrevistas com seus três irmãos, três irmãs e a mulher, Marisa.

 

Quem o leu viu uma parte da alma de Nosso Guia, acompanhou as vicissitudes de sua família e admirou a altivez das irmãs Marinete, Maria e Tiana, duas empregadas domésticas e uma operária.A crítica a “Lula, Filho, do Brasil” correrá em duas pistas. Uma, estética, discutirá o filme. Outra, política, cuidará da narrativa e seus efeitos num ano de eleição presidencial.

 

Só Deus sabe o tamanho do benefício que o sucesso do filme levará aos companheiros. Olhado sob esse prisma, é um exemplar de realismo petista.Retrata com fidelidade quase todos os fatos que conta, mas constrói um herói implausível, sem defeito nem deslize. Pena, porque aos 29 anos, Lula abandonou uma companheira grávida de seis meses com quem planejava viver.

 

Foi o caso de Miriam Cordeiro, mãe de Lurian. (Essa história está bem contada, por ele, no depoimento que deu ao projeto “ABC de Luta”: “Eu até compreendo o ódio que [ela] tem de mim”). Situações desse tipo refletem a complexidade, as tensões e os sofrimentos da vida dos mortais. Tirá-las da narrativa, como fizeram, empobrece o personagem e ilude a platéia.

 

É comum ver adversários de Lula torcendo o nariz sempre que ele relembra as dificuldades por que sua família passou. As desgraças mostradas no filme são uma pequena e contida amostra do que eles penaram. Fábio Barreto não filmou a cena em que o menino Lula pede um chiclete mastigado a um amigo. Ficou de fora também a morte, sem qualquer assistência médica, de um casal de gemeos de Dona Lindu, recem-nascidos em São Paulo.

 

A doença e morte de Lurdes, primeira mulher de Lula, grávida de oito meses, vai mostrada em cenas breves, quase secas. A tragédia que se vê na tela choca e emociona, mas não exagera. Aquilo foi o que aconteceu no Hospital Modelo em 1971.

 

Um episódio pouco conhecido da vida de Lula foi sovieticamente alterado pela arquitetura da construção do herói implausível. No filme um operário é assassinado durante uma greve e seus colegas atiram o empresário (ou gerente) do alto de um passadiço da fábrica.

 

Lula assistiu a cena de longe e, indignado, reclamou com seu irmão. Falso. Nosso Guia contou o caso a Denise Paraná e ele está na página 80 de seu livro. (Paraná é co-roteirista do filme.)

 

O episódio ocorreu em 1962, o dono de uma pequena confecção baleou um grevista e seus colegas atiraram-no do alto de um sobrado e lincharam-no. É Lula quem narra: “O pessoal chutou ele” (à) “Acho que ele morreu” (à) “Eu achava que o pessoal estava fazendo justiça”.

 

“Lula, o filho do Brasil” ajudará, e muito, as campanhas de Dilma Rousseff e do PT. Se Luís Inácio da Silva visse esse filme em 1968, quando era um peão que só pensava em futebol, votaria no PT, em Dilma e nos candidatos indicados por aquele filho porreta de Dona Lindu.

 

Nenhum dos ingredientes que o levariam a tomar essa decisão seria inteiramente falso. Noves fora a trapaça do linchamento e alguns retoques, o que aparece na tela aconteceu na vida real.Como Tarzan, Rocky Balboa ou até mesmo o esplendido Napoleão de Abel Gance, o herói implausível de “Lula, o filho do Brasil”, encanta, comove, e só. Torce-se por ele, mais nada.

 

Saudades de Erin Brokovich (Julia Roberts) e de George Patton (George C. Scott), filmes que enriquecem quem os vê.

 

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Frase do Dia

“As Vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas… O tempo passa… e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!” Bob Marley.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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